Aromaterapia: a Cura pelo Nariz
Posted by Marcelo BuenoMar 15

Estou há bastante tempo para escrever sobre Aromaterapia. Pouco a pouco vou estudando mais a respeito para, em algum momento, ter condições de associar a técnica aos meus atendimentos.
Hoje em dia, indico uma profissional de confiança sempre que o jogo pede algum trabalho complementar – em outras palavras, sempre que as energias do momento precisam ser trabalhadas no abandono de algumas crenças e acolhimento de outras para que se experimente a abertura da mente e do coração.
De qualquer modo, trabalhar com os óleos, florais ou Cura Prânica é um recurso, claro, que não substitui o acompanhamento médico com um profissional qualificado nas questões mais complexas – é sempre bom enfatizar isso porque, de um lado, algumas pessoas buscam “atalhos” que não existem e, do outro, há quem não reconheça “o seu quadrado”.
Enfim, tenho o olfato de um cão perdigueiro – sempre foi assim. E entre algumas coisas boas e outras ruins deste “super-poder”, não poderia ficar indiferente a uma técnica baseada em aromas.
Havia pesquisado alguma coisa quando montei o projeto de branding para uma empresa de incensos – o que não serviu de nada, pois as pessoas preferem ser enganadas como chamadas do tipo “atrai dinheiro” e “afasta olho-gordo” – e acabei tendo um contato mais próximo com o assunto no 17o Encontro da Nova Consciência, ano passado.
De lá para cá tenho passado por algumas experiências interessantes e ouvido tantas outras de diferentes terapeutas. Comecei com um curso, tenho lido alguns livros. Interessante é que parece que, sem sentir, parece que estou entrando em sintonia com uma onda que se fortalece, pois começo a ver diferentes anúncio de cursos e atendimentos.
O ruim disso é que há os comprometidos e os “bicões” que se aproveitam do modismo; os que tratam das questões do corpo e da alma com seriedade e os que fazem inúmeras promessas sem sentido – muito cuidado com isso.
Outra coisa importante – já escrevi sobre isso antes – é que o óleo terapêutico é 100% natural. O que se encontra nas lojas esotéricas e farmácias são sintéticos e sem qualquer valor curativo. O óleo essencial é bem mais caro, só que rende muito, pois não deve ser aplicado puro, e sim diluído em um veículo carreador – óleo vegetal, álcool de cereais, creme, etc.
No fim do texto coloco alguns links de referência de onde comprar, lembrando que “ser natural” não significa que “não faz mal” (volta-e-meia ouço isso). Óleos cítricos causam problemas à pele se houver exposição ao Sol; há doses diferenciadas para crianças, idosos e mulheres grávidas; pessoas com problemas de pressão alta podem passar mal com o uso de alguns óleos específicos, como o Alecrim, que é superbom para várias coisas, mas não é para todo mundo.
Reza a lenda que a Aromaterapia teve início de forma acidental, em 1914, quando o químico francês Maurice René de Gattefossé mergulhou a mão (ou braço, dependendo da fonte) em uma tina de lavanda achando que fosse água. Ele entrou em contato com um produto inflamável e reagiu por reflexo, mas percebeu depois que a lavanda não apenas aliviou de imediato a dor da queimadura como teve um efeito reparador muito rápido, despertanto o seu interesse pelas propriedades medicinais dos óleos essenciais. Em 28 ele publicava um primeiro estudo a respeito.

Apesar disso, muito antes de Gattefossé os óleos já eram utilizados por egípcios, chineses e hindus, entre outros, sem contar que a sabedoria das ervas também é algo que se perde no tempo.
A Aromaterapia atua no sistema límbico , que é a parte do cérebro associada às emoções cruas e às reações emocionais do indivíduo, de acordo com os atributos dos óleos, que podem ser extraídos de folhas, frutos, madeira, sementes, ervas, resinas, especiarias e raízes.
A tradição judaica afirma que o olfato é o único dos cinco sentidos que não participou da “Queda de Adão”. Por outros motivos, também é considerado o sentido mais conectado com a natureza espiritual do homem. Adotando a tradicional associação de palavras, “respirar” (neshimah) é correlata a Neshamah (“alma”), reforçando a importância, inclusive, dos exercícios respiratórios como ferramenta para estados mais elevados da consciência.
Outra curiosidade é que “nariz” e “ira”, em hebraico, é af. Existe, inclusive, uma expressão equivalente ao nosso “pavio curto” se referindo ao nariz, indicando pessoas que perdem a cabeça rapidamente ou com muita facilidade. Pense numa pessoa com raiva e sua respiração será ofegante, com narinas, muito provavelmente, dilatadas.
No caminho contrário, quando se respira com consciência o indivíduo é capaz de aplacar a sua irritabilidade. Experimente, em especial, respirar de forma compassada (inspira em cinco, segura em cinco, solta em cinco e mantém os pulmões varios em cinco) concentrando-se na ponta do nariz. O resultado é instantâneo.
Ocorre que Neshamah não é apenas “alma”, mas o aspecto mais elevado da alma individual – “individual”, aqui, porque, numa explicação muito simplificada, nos dois níveis acima a alma se mescla ao coletivo. A Neshamah, inclusive, é o que as pessoas identificam, de modo geral, com o Anjo Guardião, que não é uma consciência externa, e sim uma consciência mais elevada do próprio indivíduo.
Muitos que rezam para que seus Anjos da Guarda os retirem de sua atribulações desconhecem que, de fato, foram eles que as colocaram nelas visando o desenvolvimento daquele ser. Como se costuma dizer “não nos tornamos mais fortes para superar os obstáculos, mas à medida que os superamos”.
Muitos “devotos noveleiros” de Ganesha, a deidade hindu removedora dos obstáculos, também ignoram essa parte da história: Ganesha não atende ao ego, mas à alma, e esta sabe o que é melhor para cada um, incluindo as provações pelas quais passamos.
Na Árvore da Vida, a Neshamah está localizada na sefirá de Binah, que nos dota da visão do todo ou a visão do propósito de todas as coisas. E embora não tenha lido nada que estabelecesse este tipo de correlação com a Aromaterapia, fico muito confortável em fazê-la, tanto para sair do lugar comum do que se publica em tantos outros sites como para reforçar a importância da técnica do ponto-de-vista da abertura de consciência associado às propriedades curativas de cada componente, obviamente. A cura surge, na maioria das vezes, a partir de um novo entendimento de si mesmo.
Com relação à aplicabilidade, os óleos essencias podem ser usados em aromatizadores de ambiente, óleos de massagem, escalda pés, perfumes, compressas e produtos cosméticos (xampu, creme, sabonete, etc).
De vez em quando incluirei uma dica na parte dos comentários. Coisas simples que podem ser úteis sem maiores problemas. Aqui no Z eu já publiquei um texto sobre a Lavanda e outro sobre o Olíbano. De repente escrevo sobre outros óleos também, bli neder.
Época de provas? Aspire um pouco de Limão Siciliano. Ele ajuda no aprendizado e reforça a memória. Adicionalmente, pingue duas gotinhas em um lenço e leve para o exame. Respirar o Limão Sicialiano agora irá conectá-lo com aquilo que estudou.
Bons aromas para todos!
Onde comprar:
Aroma Life (SP) — Aromalândia (MG) — Bellarome (RJ) — By Samia (SP)
Indiquei os Estado para quem quiser fazer uma visita ou tiver interesse em cursos, mas todos realizam vendas online.
















