Dor de cotovelo? Eu tenho a resposta…

Não, não trago a pessoa amada em 3 dias ou qualquer coisa do gênero.
Descobri, por sinal, que a expressão “dor de cotovelo” tem a ver com as pessoas que ficavam sentadas nos bares bebendo e chorando o amor perdido com os cotovelos apoiados no balcão – mais um momento Z também é cultura – embora hoje a frase seja utilizada, também, para indicar algum grau de despeito pela conquista de outra pessoa.
E por que estou escrevendo sobre dor de cotovelo? Porque o meu andava doendo – e ainda incomoda um pouco – fruto de um princípio de tendinite.
Uma explicação técnica existe: a cadeira do computador aqui de casa quebrou e eu estou usando outra, sem braço, enquanto estou no micro teclando ou assistindo minhas séries. A má posição deu uma pequena detonada no cotovelo direito, mas estou ligado que nada por acaso.
Andei pesquisando a respeito e tentando me entender nisso tudo: Cristina Cairo, autora dos livros Linguagem do Corpo, volumes 1 e 2, diz os problemas no cotovelo indicam uma certa rejeição à novidades ou a incerteza de que algo novo possa ser bom. A vida quer mudar o rumo, mas achamos que ainda não é hora ou quer a mudança não é realmente necessária.
Independente do cotovelo, ela alerta também que todas as nossas “-ite” (tendinite, faringite, amidalite, etc.) são inflamações e que estas, no campo da somatização, podem sinalizar ira ou nervosismo contido.
Fui procurar Rüdger Dahlke, autor de excelentes livros, dentre os quais, A Doença como Linguagem da Alma. Ele define que:
Os cotovelos, articulações em forma de dobradiça, colocam em jogo aquelas possibilidades de alavanca por meio das quais podemos apanhar tudo aquilo que cobiçamos.
A respeito da inflamação dos tendões, discorre que ela se dá não por um esforço excessivo, mas pequenos movimentos realizados repetidas vezes com a musculatura contraída, lembrando que esta tensão é fruto de algum tipo de resistência.
Entendo bem esta história de estar tenso e não querer aparentar tensâo. Rüdger faz uma metáfora com o jogo de tênis em algum momento e fala do conflito entre o impulso de golpear e da inibição do golpe.
Pensando com meus botões antes de consultar os livros, associava o movimento dos cotovelos para afastar ou trazer algo para perto. O meu dói quando estico o braço (será que o de alguém dói quando recolhe?), e é justamente o direito, ligado à doação/generosidade…
Sigo meditando sem chegar a conclusão alguma, por enquanto, mas “o caminho se faz ao caminhar” e a busca por uma resposta não pode ser maculada pela ansiedade, pois é a contração um dos componentes daquilo que tenta chamar a minha atenção.
Uma conhecida apareceu com ingua no pescoço e lhe perguntei sobre as coisas que estavam presas na garganta (as frases que não são ditas porque não deseja piorar as coisas) e ela confirmou que está atravessando um período muito forte com relação a estas características – é sempre mais fácil falar do outro do que olhar para o próprio umbigo, claro, por isso estava certo na minha análise.
O fato é – e é isso que me motiva escrever este post - é que há sempre um sentido para tudo e os sinais estão sempre à disposição; a gente é que não presta atenção neles.
O que será que o seu corpo tem a para lhe dizer neste momento?
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Enê
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MANUEL ZEGRE
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http://www.zephyrus.blog.br Marcelo Bueno








