Archive for October, 2008

Ratha-Yatra 2008

Ratha-Yatra 2008

Wallpaper – clique para ampliar

{update: clique aqui para ler um registro do Ratha-Yatra deste ano}

Ter participado do Ratha-Yatra do ano passado foi uma experiência muito boa, relatada aqui no Z. Resolvi participar meio de última hora sem saber o que esperar. No mesmo dia acontecia a Parada Gay e ninguém entendeu muito bem quando contei sobre o meu domingo ao longo da semana, até porque, voltando para casa, acabei tirando  uma foto ao lado da Isabelita dos Patins… rs

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Leslie Temple-Thurston no Brasil

Leslie Temple-Thurston no Brasil

Autora dos livros Casamento do Espírito e Retornando à Unidade: As Sete Chaves da Ascensão, Leslie Temple-Thurston, estará promovendo dois intensivos nos próximos meses:

  • As Sete Chaves da Ascensão: Retornando à Unidade
    de 5 a 9 de novembro, na Casa Siloé, em Vinhedo-SP
  • 2012 é o Encontro com o Destino
    de 3 a 7 de dezembro, na Pousada do Ingá, em Teresópolis-RJ

Eu gosto muito do trabado da Leslie e conheço algumas pessoas que já participaram do intensivo das Sete Chaves da Ascensão. Descobri esta informação há pouco e ajudo na divulgação. Todas as informações podem ser obtidas aqui.

O vídeo é relativo ao projeto Seeds of Life, criado por ela, para auxiliar os órfãos da AIDS e das comunidades marginalizadas da África do Sul.

Shubh Diwali!

Shubh Diwali!

A Índia possui muitos calendários regionais, com destaque para dois: o Vikram, adotado ao norte, oeste e Nepal, e o Shalivahana (ou Saka), adotado no sul e Maharashtra.

O dia começa com a aurora em todos eles, mas, dependendo do calendário, o mês pode começar na Lua Nova ou na Lua Cheia. O primeiro dia do ano também varia. E embora o Governo tenha criado, em 1957, um calendário para  fins administrativos, as celebrações religiosas continuam seguindo os costumes locais.

Estou escrevendo isso porque ano passado falei para algumas pessoas que o Diwali marcava o ano novo hindu e uma conhecida, que retornava da Índia apaixonada por uma fruta local, ficou muito sem graça quando ligou para desejar “feliz ano novo!” e este se fez de desentendido. A criatura poderia ter explicado que para ele o ano começa em março, mas não o fez. Ela, por sua vez, veio me corrigir alegando que eu não poderia saber mais do assunto do que o carinha… mas sabia.  ;)

Então, para ser exato, o Diwali ocorre no último dia do ano dentro do calendário Vikram – exatamente hoje, neste ano.

Independente de ser início de um novo ano ou não, Diwali representa a vitória da Luz sobre a Escuridão. Rama derrota Ravana, o demônio que conseguiu de Brahma invensibilidade em qualquer combate travado com deuses ou seres espirituais. Por isso Vishnu vem ao mundo numa forma humana para combatê-lo.

A vida se renova e nos preparamos para isso usando roupas novas, deixando a casa arrumada e decorada com flores, além de, obviamente, acendermos muitas lamparinas – Diwali significa “carreira de luzes” – como um sinal de gratidão por tudo o que recebemos no último ciclo. Há muita festa, comida, queima de fogos e presentes.

Este é um dia que reverenciamos Rama como um grande guerreiro do dharma e Sita como uma expressão da deusa Lakshmi, a face da Mãe Divina que nos concede saúde e prosperidade, tanto material como espiritual.

Os supersticiosos talvez acendam suas lamparinas e fiquem esperando que um milagre ocorra. Os mais conscientes, contudo, se voltarão para dentro para iluminar os aspectos que ainda permanecem na sombra e “limpar a alma” de toda desordem gerada por pensamentos e sentimentos confusos, transformando seus corações em altares para Vishnu e Lakshmi.

Que a Luz se faça presente em cada ser e ilumine o mundo!

Z-Poll 01: Você escolhe o próximo Arcano!

O Wordpress disponibilizou uma ferramenta para a criação de enquetes há algumas semanas e faço uso dela pela primeira vez para ver o que acontece.

Publico, nos próximos dias, o terceiro e último post sobre a Temperança dentro da série Virtudes.  O próximo Arcano a ser abordado fica por conta do seu voto. Embaralhei aqui e sorteei 4 cartas. Escrevo sobre a lâmina mais votada até sexta-feira. Se a experiência for produtiva, sorteio outras 4 cartas para uma segunda enquete.
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Avatar: a abertura dos chakras

Avatar: a abertura dos chakras

Desde ontem o canal Nickelodeon está numa super-maratona reprisando todos os episódios da série Avatar, The Last Airbender, creio que desde a 1a temporada.

Comecei assistindo na TV e, em função dos horários, acabei fazendo download dos episódios já faz algum tempo. Acho, inclusive, que só agora a Nick estava passando a terceira temporada pela primeira vez, não tenho certeza, exibindo a conclusão do “Livro 3” semana passada.

Aang, o protagonista da série, está predestinado a ser  Avatar: um ser capaz de dominar os 4 elementos e trazer a paz a um mundo dominado pela tirania da Nação do Fogo. Ele é um “dobrador de ar” e precisa se desenvolver nos demais elementos para alcançar o “Estado de Avatar” de forma consciente – ele já fez isso, mas sob pressão e de forma descontrolada.

No episódio 19 da 2a temporada ele vai ao encontro do guru Pathik para aprender como dominar o “Estado Avatar” e este lhe fala da abertura do chackras de forma muito interessante. Acabei de rever isso e achei legal trazer par cá, de forma editada, parte deste diálogo.

O guru Pathik começa explicando o que são os chakras mostrando um pequeno córrego que desce uma montanha formando várias poças naturais represadas pelo relevo.

Você deve manter o equilíbrio interior antes que possa trazer equilíbrio ao mundo.

A água flui neste córrego como a energia faz no seu corpo. Como pode ver, há várias poças por onde a água passa antes de prosseguir. Essas poças são como o chakra.

Aang: Então os chakras são como poças nas quais a energia do nosso corpo flui.

Exato! Se nada o deter, essa poça flui por completo e limpa. Entretanto, a vida é complicada e as coisas tendem a cair na poça…e então o que acontece?

Aang: O córrego não consegue fluir.

Sim! Mas…se abrimos o caminho entre as poças, a energia flui. Há vários chakras no corpo. Cada poça de energia tem um propósito. E pode ser bloqueada por uma marca emocional específica.

Primeiro abriremos o chakra da terra. Localizado na base da espinha, este é responsável pela sobrevivência. E é bloqueado pelo temor. O que você mais teme?  Deixe seus temores ficarem claros para você. Sua visão não é real. Está  preocupado com sua sobrevivência, mas deve se despojar desses medos. Deixe seus temores fluírem córrego abaixo.

O próximo é chakra da água. Este chakra é responsável pelo prazer e está bloqueado pela culpa. Agora, observe toda a culpa que sua alma carrega. Pelo que você se culpa? Aceite a realidade, essas coisas acontecem. Mas não deixe elas nublarem e envenenarem sua energia. Se você vai ser uma influencia positiva para o mundo, precisa se perdoar.

O terceiro é o chakra do fogo localizado no estômago. Este chakra é responsável pelo poder e está bloqueado pela vergonha. O que é que mais te envergonha? Qual é o maior desapontamento dentro de você? Você nunca vai encontrar o  equilíbrio se nega esta parte de sua vida.

O quarto chakra se encontra no coração. É responsável pelo amor, e está  bloqueado pela tristeza. Derrame toda sua amargura diante de você. Você realmente sofreu uma grande perda. Mas o amor é uma forma de energia. E está ao redor de todos nós. Deixe a dor fluir pra longe.

O quinto a seguir, é o chakra do som localizado na garganta. É responsável pela verdade e está bloqueado pelas mentiras. Aquelas que contamos à nós mesmos.  Você não pode mentir sobre sua própria natureza.

A sexta poça de energia é o chakra da luz localizado no centro da testa. É responsável pelo insight e está bloqueado pela ilusão. A maior ilusão deste mundo é a ilusão da separação. Coisas que você pensa que estão separadas e diferentes, são certamente a mesma coisa. Todos somos uma pessoa, mas vivemos divididos. Estamos todos conectados, tudo está conectado. Isso é certo, inclusive a separação dos 4 elementos é uma ilusão. Se você abrir sua mente, verá que todos os elementos são um só, quatro partes de um todo.

Antes de reproduzir o texto do sétimo chakra, é importante compreender o contexto da série: Aang tem uma amor secreto por Katara, a dobradora de água, e Pathik lhe diz que deve abrir mão dele para abraçar o seu destino. Estas conexões são chamadas de “elos” dentro da Cura Prânica e se referem às nossas relações de aversão e apego com alguma coisa.

Temos fortes ligações com aquilo que odiamos tanto com aquilo que amamos, e as duas coisas são prejudiciais porque drenam a nossa energia desnecessariamente. Por vezes, em uma consulta, devemos cortar o elo de uma mãe com seu filho, mas isto não significa que ela irá amá-lo menos. Só é possível cortar o que é denso. O verdadeiro amor não se deixa manipular.

O chakra do pensamento está localizado na coroa da cabeça. E é responsável pela energia cósmica pura. E está bloqueado pelas ligações terrenas. Medite sobre o que prende você a este mundo. Agora, deixe que todas essas conexões se desliguem. Deixe que fluam para longe no rio. Esqueça delas! Aprenda a deixá-las  ir, ou não poderá deixar fluir a energia cósmica pura.

Z-tore: Surya Das

Z-tore: Surya Das

Quando comecei a ler as Crônicas Saxônicas, deixei indicado os 4 títulos disponíveis até o momento na lateral direita do Z com links para o Submarino. Passados alguns dias da conclusão de A Canção da Espada, tive aqui a idéia de destacar, todos os meses, 4 livros que tenham algo em comum. A recomendação não é aleatória – valido o que conheço. Depois monto uma página para acumular estas recomendações.

Começo pinçando um autor, o Lama Surya Das.

O primeiro livro que comprei dele era em inglês. Awakening the Buddha Within: Tibetan Wisdom for the Western World saiu em 98 lá fora e foi editado por aqui em 2001- um tempo que considero relativamente curto, até. O livro desenvolve de forma super-agradável o entendimento do Caminho Óctuplo [1], mas fala de muito mais coisas. Eu sempre o recomendo para quem deseja estabelecer os primeiros contatos com o Budismo de forma confiável.

Não existe nada de doutrinário nos temas abordados. Não precisa ser budista (ou interesse em se tornar um) para lê-los. Considere tudo como aspectos que precisamos desenvolver em qualquer caminho para que nos tornemos seres humanos mais conscientes e harmonizados.

Este título, por acaso, está com a ilustração da capa errada no site do Submarino – até escrevi para eles alertando sobre isso. Dos 4, não tenho ainda  O despertar para o sagrado, mas espero corrigir isso em breve. Na verdade, separei O despertar do Buda Interior para ler de novo, daí a lembrança de indicá-lo aqui.

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[1] 1.Visão correta, 2. Intenção correta, 3. Fala correta, 4. Ação correta, 5. Meio de vida correto, 6. Esforço correto, 7. Atenção correta e 8. Concentração correta.

D’us provavelmente não existe…

D’us provavelmente não existe…

Vi isso no site do Terra hoje. O texto começa com “outra notícia” porque cita antes a decisão do Governo em tornar obrigatório aulas de educação sexual nas escolas a partir de 2010 – semaninha movimentada em Londres…

A outra notícia que chamou a atenção do conservadorismo bretão essa semana foi a idéia de uma ONG chamada British Humanist Society. Eles arrecadaram mais de 90 mil libras (quase R$400 mil) em dois dias para anunciar em vários ônibus da capital o seguinte slogan:

Deus provavelmente não existe, agora pare de se preocupar e vá aproveitar a vida.

A razão pela qual o slogan virou notícia deve ter sido simplesmente porque este é um fato inusitado (e não pela potencial polêmica religiosa), haja visto que dois terços dos britânicos dizem não ter religião alguma.

E Londres é uma cidade tão laica que o que me surpreendeu há alguns meses foi ter visto uma mensagem evangélica (patrocinada por um site cristão) no ônibus 168 que corta o centro da cidade – era daquelas frases que jogador de futebol usa debaixo da camisa (vide Kaká).

Até um grupo teológico cristão chamado Theos chegou a doar 50 libras para o ONG alegando que “é sempre bom falar de Deus”.

O apoio foi tanto que a mentora da idéia, Ariane Sherine, 28 anos, veio a público para esclarecer duas questões fundamentais que encheram a caixa de email dela: como eles vão gastar todo o dinheiro arrecadado e, principalmente, por que raios a propaganda vai veicular a palavra “provavelmente” em vez de afirmar que deus não existe e pronto.

“Incluímos o ‘provavelmente’ porque assim não há ofensa e a propaganda não pode ser barrada”, explica Ariane. “Outra razão é que assim o anúncio fica mais preciso porque, embora não haja evidência científica de que deus existe, é impossível provar empiricamente que ele não existe”.

O Richard Dawkins (escritor militante ateísta que ajudou na campanha) queria que o texto dissesse “quase certeza”, mas ia ficar muito grande…

Trem da alegria

Quanto à verba arrecadada, Ariane diz que ela será usada toda em publicidade. “Esperamos anunciar em todo o Reino Unido, mas acho que vamos ter de usar trens e outros meios, já que o dono da Stagecoach, uma empresa de ônibus presente em várias regiões do país, é evangélico”.

Mas para desgosto dos evangélicos, a campanha já está sendo um sucesso. “Batemos recorde de doações, muitos ateístas estão animados porque sentem que finalmente agora têm voz“, contou Ariane à imprensa inglesa.

Ofensas à parte, o debate de idéias e o remelexo de velhas crenças pré-concebidas são sempre bem-vindos. E só para botar lenha na fogueira: por que os países mais socialmente desenvolvidos do mundo são também os menos religiosos? Acredite ou não, existe a possibilidade (talvez a “probabilidade”?) de que Ariane esteja certa.

No Brasil ainda é um pouco coisa de alienígena não acreditar em Deus. Mas se você faz parte dos 7% da população que acreditam que tudo não passa de mais uma invenção secular da humanidade, dê um pulo no site da campanha (ou no site da doação, onde dá para saber em tempo real o quanto está sendo arrecadado). Como diz Ariane: “O céu é o limite – considerando, claro, que não há ninguém por lá”.

Fonte: Terra Magazine, por Bob Fernandez. Matéria de Alexandre Xavier.

Alejandro Jodorowsky – Tarot of Marseilles

Eu cheguei a escrever aqui sobre a minha ida ao Festival Jodorowsky, no Rio de Janeiro, em novembro do ano passado, acompanhado de outros tarólogos – alguns, inclusive, que só conhecia, até então, de comunidades no Orkut e papos MSN.

Li há pouco uma dica no Orkut sobre um vídeo do Jodorowsky no YouTube, só que a pessoa devia estar assistindo vários vídeos e se confundiu no endereço que copiou e colou. De qualquer modo, aproveitei o embalo, fiz uma pesquisa e encontrei algumas coisas bem interessantes.

Jodô é um dos grandes nomes do Tarot da atualidade. O discurso dele às vezes é muito doido e fico com a impressão dele estar debochando da audiência, mas esta é uma opinião minha. Trouxe para cá o que deve ser um trecho de algum vídeo maior, ainda não sei. Trata-se de uma visão sintética dos Maiores. Enjoy!

“Anjos não têm livre-arbítrio”

“Anjos não têm livre-arbítrio”

Há muito o que se pensar quando a figura da Temperança deixa de ser representada por uma mulher para que um anjo assuma a sua posição. {imagem: Visconti-Sforza Tarot}

Outros elementos foram alterados, mas coloco o foco apenas neste, por enquanto.

Lembrando um pouco do que escrevi sobre a carta da Justiça – temos, de cara, a troca de um julgamento baseado em princípios morais estabelecidos pela sociedade – leia o post anterior sobre moderação – para lidar com pesos e medidas de ordem espiritual.

Lembrei da frase que adotei como título porque, na “febre dos anjos”, falava-se muito sobre isso, perpetuando a idéia equivocada que eles obedecem nossos comandos sem qualquer critério. Aproveito a oportunidade comentar a respeito.

Não que eu seja especialista no assunto, mas, dentre as muitas coisas que ouvi a respeito, uma fez sentido: quando se atribui o livre-arbítrio ao homem, fica implícita a idéia de que desconhecemos a complexidade da interdependência de cada decisão que tomamos – como cada ação repercute em diferentes níveis da realidade, afetando tudo o que nos cerca e além.

Cada um, de modo geral, segue ou transgride uma série de regras baseadas em crenças coletivas que, ainda assim, são limitadas com relação aos seus infinitos desdobramentos – de novo, não me refiro somente ao próximo e imediato, mas, principalmente, o que está além da nossa percepção de tempo e espaço.

Neste sentido, o livre arbítrio tem muito a ver com o quanto você endossa algo declarado como “certo” ou “errado” e a “recompensa” por trás disso – ainda que não se tenha certeza absoluta disso.

“Não roubar”, por exemplo, é visto com certa relatividade por muitos de nós. Para mim, é muito claro o roubo, por exemplo, se pego um produto de uma loja sem pagar, mas nunca foi problema imprimir ou tirar cópia, no trabalho, de um material pessoal – quem nunca fez isso na vida que aperte primeiro a tecla enter.

Dentro de princípios budistas, contudo, um simples clipe de papel utilizado fora do contexto e sem a autorização do dono da empresa é considerado um roubo, assim como o tempo no trabalho que se usa para não trabalhar.

Ninguém espera – eu, inclusive – que haja algum dano por causa destas pequenas coisas. Se tivéssemos certeza de todos os elementos envolvidos, poderíamos agir diferente em função do que estamos dispostos (ou não) a pagar, mas não é o caso. Funciona assim comigo e com você.

Esta não é a condição do anjo. Ele conhece a cadeia de eventos que se desenvolve a partir de cada ação, logo, a sua ausência de livre-arbítrio não está associado à sua subserviência aos nossos desejos, mas à sua certeza de estar fazendo o que precisa ser feito em sintonia com algo muito maior. {imagem: Vision Quest Tarot}

A tradição judaica entende, por exemplo, que o que chamamos de anjo da guarda não é outra coisa a não ser um aspecto mais elevado de nossa própria alma (Neshamá), e não algo “fora” de nós. E que ele é responsável tanto pela nossa proteção quanto pela criação de obstáculos que, por mais que pareçam um castigo, cumprem o propósito de despertar talentos necessários para o nosso desenvolvimento.

Quando o anjo da Temperança aparece no jogo, devemos estabelecer um contato de alma para saber o que a vida espera de nós e como todas as peças se encaixam – não é à toa que temos um anjo sobre o Enamorado.

Considere a possibilidade de informações, pessoas e eventos não percebidos estarem sintonizados com a sua questão provocando algum tipo de inteferência ou agilizando o seu propósito.

Pensando que nada ocorre por acaso, lembrei da imagem do Vision Quest, onde o Arcano XIV é ilustrado por uma tecelã cuja obra ganha vida. Muito significativo, isso, apesar da aplicação de uma simbologia completamente diferente.

A vida nada mais é do que este exercício de combinação e mistura de muitos aromas, sabores e cores. Quando nos deixamos guiar pelo ego, nem sempre conduzimos as coisas da melhor maneira. Quando escutamos o anjo, contudo, tudo flui na medida certa e no tempo adequado.

Temperança, Paciência e Ansiedade

Poderia reservar um post apenas para escrever sobre a questão do tempo, mas aproveito  embalo. O tempo da Temperança é sempre o tempo que precisamos – nem mais, nem menos. Timing é tudo. Para um investidor da Bolsa, é o que separa o lucro do prejuízo.

Os queixosos, de modo geral, são os que esperam tudo para ontem, os que precisam que suas necessidades sejam satisfeitas de imediato.

A Ansiedade – um dos males deste século – reside exatamente no fato de estarmos “mal encaixados na linha do tempo”, pois a ansiedade, entre outras coisas, revela a nossa incapacidade de viver plenamente o presente.

O ansioso é alguém que sofre antecipadamente com o que ainda não viveu. Ele deveria estar aqui-agora, mas está em uma dimensão de possibilidades não confirmadas. {imagem: Crystal Tarot}

Nestas horas devemos cultivar a Paciência, considerada a maior das virtudes, porque com ela aprendemos a viver cada momento como único e precioso.

E mesmo se o presente é problemático, existe a consciência de que as dificuldades surgem de acordo com o que semeamos no passado e que agir de forma reativa apenas cria mais sementes negativas para o futuro.

Se, por outro lado, acolhemos o que a vida nos apresenta neste instante e desenvolvemos uma atitude correta com relação a isso, a adversidade acabará sendo purificada cedo ou tarde.

Talvez você argumente: “Marcelo, sinceramente, isso não existe!”, mas não confunda a sua inaptidão (ou a minha!)  com a real natureza das coisas. O caminho pode ser árduo, mas não impossível de ser trilhado.

As cartas que mais rejeitamos representam o que a gente mais precisa. Se você tem um sentimento de incômodo ou aversão com relação à Temperança, medite nela, permitindo que a água trocada pelas ânforas tenham um efeito tranqüilizador.

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Índice para a Temperança:

Resh: o Portal da Renovação

Resh: o Portal da Renovação

Oráculo Pomegranate

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Ele fez a letra Resh reinar sobre a Paz
E Ele ligou a ela uma coroa
E Ele combinou uma com outra
E com elas Ele formou
Mercúrio no Universo
A quarta-feira no Ano
A narina esquerda na Alma,
macho e fêmea.

- Sefer Yetzirah, 4:13

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Este post saiu meio que de encomenda: uma amiga perguntou se conhecia alguma coisa de letras hebraicas e pediu que eu escrevesse sobre Resh para ela. {imagem: Oráculo Pomegranate}

Ela nem sabe do Z, mas já que rolou esta pequena produção, compartilho. Isto não significa, no entanto, que teremos uma seqüência sobre o significado das letras hebraicas por aqui – coisa que não invalida a presença de um único post, se for o caso, em função do que Resh tem a ensinar.

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