Tara Vermelha
Posted by Marcelo BuenoSep 7

Tiffani H. Rezende é paulista, estudou a arte sacra tibetana em Dharamsala, sendo a primeira estrangeira aceita no Instituto Norbulingka. De volta ao Brasil, dá cursos pintura tibetana e realiza trabalhos sob encomenda. No momento cuida ornamentação das instalações do templo do CEBB de Viamão, Rio Grande do Sul. A foto acima é link para o site dela no Multiply, que conheci quando a KTT-RJ anunciou que ela daria um curso por aqui.
A minha introdução ao budismo foi através de uma iniciação à Tara Vermelha feita pelo Chagdud Tulku Rinpoche. Tenho um outro post aqui em que escrevo sobre isso. Ficava meio invocado não ter esta data gravada, mas descobri esta semana que foi em 07 de setembro de 1995, ou seja, 13 anos hoje!
Estou cadastrado no Multiply da Tiffani e ontem recebi uma atualização contando que ela terminou um grande painel com as 21 emanações da Tara. A Tara central é exatamente a Vermelha. Fiquei super-feliz de ter, finalmente, uma bela imagem da Tara Vermelha – coisa que não sei se por falta de habilidade da minha parte, ainda não tinha conseguido na Internet ou em postais vendidos nos gompas e lojas especializadas.
O culto à Tara Vermelha está fortemente ligado ao Chagdud. Até a minha iniciação, embora soubesse da existência de 21 emanações de Tara, só lia a respeito de práticas associadas às Taras Verde e Branca. Na minha ignorância, achava, “cromoterapeuticamente”, que uma Tara Vermelha devia ser uma energia meio bélica e quando procurei por alguma informação na rede, equivocadamente a associei com Kurukule, uma deidade irada, aumentando minha preocupação. Uma coisa não tem nada a ver com a outra – descobri lá - mas confesso que fui àquela iniciação sem saber ao certo se a faria.
Com o tempo descobri também que a cor das deidades tem a ver com a família da qual fazem parte – o vermelho pertence à famíla padma (“lótus”), do Buddha Amitabha – e que deidades iradas, apesar das expressões e símbolos, são manifestações da sabedoria destruindo a nossa raiva, apego e ignorância.
Rinpoche começou a divulgar a prática da Tara Vermelha (Rigdjed Lamo, em tibetano) em 1980, quando ele estava morando nos Estados Unidos. Sua iniciação havia ocorrido 20 anos antes através de um monge de nome Djangtchub Dordje, que, por sua vez, recebeu sua iniciação de um grande lama da escola Nyingma, Apong Terton.
O lama Apong Terton descobriu e decodificou os ensinamentos relativos à Tara Vermelha mais de mil anos destes terem sido transmitidos por Padmasambhava para o rei tibetano Trisong Detsen e sua consorte Ieshe Tsoguial. Perto de sua morte, orientou Djangtchub Dordje a encontrá-lo aos 17 anos da sua encarnação seguinte – isso é mais comum entre os mestres tibetanos do que se imagina – para que ele fosse “novamente” iniciado na prática da Tara Vermelha.
Por causa da invasão do Tibet e todos os problemas de ir e vir desde então, Djangtchub Dordje só conseguiu cumprir sua promessa tempos depois. Na sua viagem para encontrar com Sua Santidade Sakya Trizin – a reencarnação do lama Apong Terton – ele conheceu o Chagdud, em Tso Pema, e lhe disse que se ele recebesse esta iniciação, grandes benefícios apareceriam, o que veio ao encontro sinais auspiciosos que ele vinha recebendo de que estava perto de desenvolver enormemente a capacidade de beneficiar os seres sencientes.
Dje Tsun Pag Ma Drol Ma Tched Tchien No
Gal Tchen Kun Sei Sam Don Niur Drub Dzod
Ó Ilustre Tara, por favor tenha consciência de mim.
Remova meus obstáculos e rapidamente
conceda minhas excelentes aspirações.
—
Prece para o rápido renascimento de Sua Eminência Chagdud Tulku Rinpoche
Pelas bênçãos do poderoso Vidyadara Pema, em quem os sugatas das Três Jóias e Três Raízes se unem, possa a emanação de Pema Gardji Uangchug rapidamente surgir e trazer vasto benefício aos ensinamentos e seres!


















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Comment by Marcelo Bueno on September 8, 2008 at 09:00
Na seqüência do “nada é por acaso”, recebi ontem um email do Chagdud Gonpa informando o lançamento do site Senhor da Dança com histórias dos alunos do Chagdud Tulku Rinpoche.
Escolheram ontem porque foi Quarto Crescente, um dia auspicioso da Tara Vermelha!
Pingback by Transformando a Felicidade e a Adversidade em Caminho Espiritual – Parte 1 « Zephyrus.blog.br on October 6, 2008 at 10:02
[...] de Todos os Buddhas”. Há 21 expressões de Tara. As mais conhecidas são a Verde, a Branca e a Vermelha. O leitor não-budista deve considerar aquele(a) que representa para si uma manifestação [...]