Chakras: o Modelo Tibetano

Este post é o de número 4 no total de 5 dentro da série Chakras: Manual do Usuário.

De vez em quando ainda me surpreendo ao encontrar pessoas que desconhecem a expressão chakra. Ouço sobre chakras há tantos anos e vejo o assunto estampado em tantos lugares que sempre imagino que pelo menos o básico seja de domínio público, mas não é.

Comecei aqui no Z uma série de nome Chakras: Manual do Usuário que vai, pouco-a-pouco, esmiuçando o assunto. No primeiro post uma informação básica a respeito do que são os chakras é apresentada.

Na verdade, de acordo com a fonte, é possível obter informações bem diferentes quanto ao número e a localização dos chakras, ainda que esteja pautado no tradicional sistema védico de 7 centros de energia.

A Cura Prânica, como já escrevi de outras vezes, trabalha com 11 pontos,  há os que consideram o total de 21 -  com 7 chakras a mais abaixo do Muladhara e 7 acima do Sahasrara – e muitos aderiram a referências bem recentes, como: Portão Estelar, Estrela da Alma, Chakra Causal, Chakra Coordenador e Estrela da Terra.

Não sei se há um certo ou errado nesta história. Cada chakra, não importa o sistema, tem uma função e quando se trabalha nele o objetivo é promover o equilíbrio de corpo, mente e espírito… so be it.

Este post é sobre mais um modelo, o tibetano, formado por 5 chakras.  Procurei na rede e não encontrei qualquer material pronto disponível, por isso estou compilando algumas informações de diferentes lugares e fica aqui uma referência confiável, ainda que rudimentar.

Este sistema está inserido nos conceitos da Tradicional Medicina Tibetana, ensinada pelo próprio Buddha Shakyamuni aos 71 anos, segundo consta. Nos seus discursos, por vezes o número de chakras varia de acordo com o tema/objetivo, mas o que se tem por mais comum é o uso de 5.

A visão tibetana de doença deriva de dois princípios: o primeiro é de natureza cármica, quando as “sementes de karma negativo” amadurecem e eclodem.  As sementes são geradas a partir da ignorância, da raiva e do desejo nesta vida ou em vidas passadas. O segundo princípio é de natureza orgânica, a partir do desequilíbrio dos 3 humores, Vento/Ar, Bílis e Fleuma. Fatores ambientais, psicológicos e comportamentais (incluindo uma dieta ruim) entram na pauta.

Importante esclarecer que, dentro da cosmologia budista, cada Era tem o seu Buddha. O Buddha de nossa Era é o Buddha Shakyamuni, que nasceu como o principe Sidarta Gautama. Buddha não é uma divindade, mas alguém que através de estágios progressivos encontrou a iluminação e nos ensina a fazer o mesmo. O “Estado de Buddha” é inerente a todo ser senciente, mas somente será revelado com o refinamento de pensamentos, palavras e ações. Maitreya será o Buddha da Era seguinte, quando este período de degenerescência chegar ao fim.

Enquanto isso, falamos de diferentes Buddhas e talvez isso soe estranho para alguns. O que ocorre, no entanto, é que estes “outros” Buddhas são corporificações das atividades do Buddha Shakyamuni, utilizados como ferramentas de meditação e estudo para permitir que coloquemos atenção em atributo de cada vez.

Cada um destes 5 chakras (khorlo, em tibetano) é regido por um dos 5 Dhyani Buddhas, que corporificam as cinco sabedorias ou aspectos do estado desperto atemporal de Buddha.

A meditação no Buddha correspondente, mudança de atitude, recitação de mantras com pura intenção, ervas e bênçãos servem para purificar o chakra de seus venenos e complementam o tratamento para o reequilíbrio energético do sistema como um todo.

Além da anamnese, uma das formas de diagnóstico é pelo pulso, assim como também ocorre na Medicina Chinesa e na Ayurveda.

Chakra da Cabeça

Chakra da Garganta

Chacra do Coração

Chakra do Umbigo

Chakra Secreto

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