Chakras: Manual do Usuário – Parte 3
Já comentei de outras vezes que sigo o modelo de 11 chakras (14, se considerarmos que alguns são duplos – frente e dorso) instituído pela Cura Prânica, técnica desenvolvida pelo mestre Choa Kok Sui. Por isso, ao invés de escrever sobre o Manipura, como é de se esperar em qualquer texto sobre chakras, este post é sobre o Meng Mein, localizado nas costas, na mesma altura que o umbigo.
O mestre Choa, se é que “inventou” alguma coisa, inventou muito pouco. O seu trabalho é a reunião de vários conhecimentos somado à percepção mediúnica de alguns de seus assistentes – clarividentes, mais especificamente – capazes de identificar na aura as transformações causadas por cada procedimento. Foram anos de ajustes até se alcançar a configuração adequada.
E embora se encontre a expressão Meng Mein apenas na literatura da Cura Prânica, temos Ming Men, Min Men, Min Meng ou Ming Meng em muitos tratados da medicina chinesa. O ponto é exatamente o mesmo e a sua tradução é “Portal da Vida” porque á através dele que se mantêm a chama da vida acesa.
Isto se justifica pelo fato do Meng Mein armazenar o que se identifica como energia “pré-natal”, “ancestral” ou “do Céu Anterior”. Algo que herdamos não apenas de nossos pais, mas de todas as gerações que os antecederam e fica armazenado em nosso sistema.
As energias do Céu Anterior não se renovam e devem ser aplicadas naquilo a que se destinam, como a reprodução e o envelhecimento saudável, entre outras coisas. Já as energias do Céu Posterior são as que absorvemos do Sol, do solo, do ar, das águas e dos alimentos. Toda vez que não temos uma vida equilibrada (ou não mantemos uma “higiêne prânica”, como dizia o Mestre Choa), dilapidamos o nosso patrimônio mais precioso (o corpo recorrre à energia do Céu Anterior quando falta energia do Céu Posterior) e, em conseqüência disso, encurtamos nossa existência.
Só para se ter uma idéia disso, pessoas que aparentam ter menos idade do que têm, de modo geral estão com a sua reserva de energia do Meng Mein em alta, enquanto pessoas que aparentam ser mais velhas do que realmente são certamente consumiram, antecipadamente, bastante de sua energia ancestral.
O Meng Mein dá suporte aos rins. Mais do que isso, é dito que “os rins são dois, mas não são dois rins: o da esquerda é o rim, o da direita é o Meng Mein”. Não é por acaso que a medicina tradicional chinesa atribui aos rins questões que envolvem o crescimento, a vitalidade e a fertilidade.
Trata-se de um ponto delicado. Apenas os terapeutas prânicos mais experientes trabalham efetivamente com ele. Os demais cuidam apenas da remoção de energia mal-qualificada, o que já é de grande valia para desobstruir o fluxo do prana no corpo. No caso de crianças, mulheres grávidas e idosos, evita-se a energização. A pressão, por exemplo, eleva-se significativamente ao se mexer no Meng Mein de forma inapropriada, podendo causar danos graves.
Na Alquimia Interna Taoísta, sistematizada pelo mestre Mantak Chia, temos que o Meng Mein é o principal ponto de poder do corpo e uma válvula de escape quando a energia é excessiva na cabeça (basta levar a atenção para o Meng Mein). Na acupuntura, por sinal, entre outras coisas, trabalha-se neste ponto nos casos de dores de cabeça intensas, do tipo que parecem que a cabeça vai explodir. Ainda com relação a esta escola, é dito que o Meng Mein regula o aspecto yin da energia vital, enquanto o coração regula o aspecto yang. Logo, o equilíbrio dos dois promove o fluxo ordenado do chi (ou prana) por todo o corpo.
Para a prânica o Meng Mein possui 8 pétalas e possui a cor predominantemente laranja, com um pouco de vermelho e, em porções ainda menores, amarelo e azul. Sua função, em especial, é promover o fluxo ascentente das energias do chakra base, refinando-as.
Quando o Meng Mein está maior do que deveria, há indicativo de que a pressão sanguínea está acima do normal; quando está menor, indica que a pressão está baixa.
Além dos rins, das supra-renais, da vitalidade e da pressão, a disfunção do Meng Mein também pode afetar as costas e um crescimento celular irregular. Junto com o chakra sexual, controla o sistema urinário.
Este é um chakra de importantes transmutações. Ele não apenas refina a energia densa do chakra base, mas tem condições de refinar qualquer tipo de sentimento destrutivo, transformando-o em entendimento e harmonia, por isso é considerado também o “chakra do perdão”, lembrando que perdoar não é esquecer ou fazer de conta que nada aconteceu, mas ter a consciência de que todos nós temos defeitos e fraquezas, que por vezes fazemos coisas que não gostaríamos de ter feito e que também nos desviamos mais de uma vez do caminho. O perdão elimina vínculos negativos e o acúmulo desnecessário de energias prejudiciais à nossa saúde.
Equilibrado, o Meng Mein promove vitalidade e força emocional. Superativado, temos aumento de pressão e uma atitude agressiva. Debilitado, além da baixa pressão e vitalidade, podem ocorrer crises de ansiedade e pânico. A condição de insegurança também pode tornar a pessoa muito suscetível à influência de outras pessoas.
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