Conversava com uma amiga esta semana e ela afirmava com certo orgulho ter consciência de tudo o que se passa com ela, referindo-se aos processos de auto-sabotagem que promove com alguma freqüência. Disse a ela que perceber que a sabotagem acontece é uma coisa – e que bom quando conseguimos isto – mas entender os mecanismos internos que estimulam todo este enredo (a verdadeira ferida que precisa ser tratada) é um pouco mais complicado.
Não sei se este post é o melhor exemplo do que lhe falei, mas me lembrei deste papo ao procurar sobre os estados psicológicos/emocionais por trás da diabetes. O texto é de Cristina Cairo, que se especializou no tema Linguagem do Corpo e compartilha o seu conhecimento em livros e dois programas de rádio disponíveis em São Paulo.
Pâncreas
Pâncreas é uma glândula de função dupla que desenvolve atividades essenciais para a continuidade da vida.
O pâncreas lança no duodeno o suco pancreático que se destina à digestão de substâncias ácidas. Produz também a insulina, que é o agente requerido para o aproveitamento do açúcar pelo organismo. A produção insuficiente de insulina dá origem ao diabetes.
Quando uma pessoa passa a sentir a vida triste e sem doçura, perde lentamente as duas funções do pâncreas. Não consegue eliminar a “acidez” dos sentimentos e não consegue mais manter os seus pensamentos “doces”.
A pancreatite simboliza a perda da ”doçura” da vida e indica que a pessoa está, constantemente frustrada, imaginando que jamais conseguirá realizar o que sonhou, porque acredita que não há “gosto” em continuar tentando e que a vida sempre dificulta seus desejos.
Aprenda a aceitar os acontecimentos, sejam eles quais forem, de maneira analítica e não emocional. O que estou propondo é que você transforme todos os seus aborrecimentos e frustrações em pensamentos de aceitação provisória otimista. Isso quer dizer que você deve tranqüilizar-se, prestar atenção no fato que o aborrece, enxergar seus próprios erros e, enfim, tentar novamente sem medo e com número menor de erros.
Acredite sempre em você e tente vários métodos de alcançar o sucesso.
Diabetes
O acúmulo de muitos golpes contínuos, como amor perdido, frustrações financeiras, traições, faz com que a pessoa se apegue àquilo que já passou porque, inconscientemente, não consegue se acostumar à realidade das perdas. Assim a pessoa arrasta uma profunda mágoa pelo que ficou no passado e sente que o “doce” da vida acabou. A partir de então, passa a temer o futuro porque sabe que o “gosto” dele pode ser amargo e a insegurança predomina em seu coração.
Quando você compreender que criamos nosso próprio destino, perceberá que aconteceram tantas coisas só porque você não aprendeu a controlar seus pensamentos.
Tudo o que você já viveu foi apenas para ensiná-lo que, mesmo com problemas, poderemos achar a vida “doce”, pois quem dá mais sabor a ela somos nós mesmos.
Espiritualize-se até o ponto de sentir que é agradável poder mudar os caminhos e tentar novos horizontes. Solte o que passou e perdoe sinceramente todos aqueles que, pela ignorância, o fizeram sofrer. A felicidade não entrará em nosso coração se guardarmos mágoas do passado: como seremos dignos da felicidade se não soubermos perdoar?
Tantas portas e janelas para serem abertas, de onde o sol mostrará o seu brilho e calor, e você aí, preso a fatos que já se foram! Acorde, criatura! Seja feliz.
Acredite que seu sol sempre brilhou mas você, que só aprendeu a desconfiar, fechou-se num mundo irreal de habitantes sem amor.
Permita a felicidade e a esperança de novos acontecimentos entrarem em sua vida, livres de toda a imagem do passado. Sinta a doçura em seus atos e em suas palavras e deseje, do fundo de sua alma, a verdadeira alegria de viver. Progrida sem medo do futuro e amplie seus conhecimentos para que você possa descobrir que existem caminhos diferentes, de tudo que você já tentou. Pode acreditar!
~ Cristina Cairo, do livro Linguagem do Corpo 1