Archive for June, 2008

Pedro: a Pedra, a Chave, a Porta

Pedro: a Pedra, a Chave, a Porta

Publicar um post sobre São Pedro é uma daquelas contradições da minha vida. Não seria se fosse um post sobre Santo Antônio (que deixei passar em branco) ou São Francisco – apesar de já ter dito aqui antes que não sou católico – mas São Pedro? Read the rest of this entry

A Onda… depois da Carol

A Onda… depois da Carol

Esta tirinha e eu somos velhos conhecidos. É uma página do Zen em Quadrinhos, desenhado por Tsai Chih Chung. A Ediouro tem outros livros dele, que conseguiu traduzir muito bem em imagens vários conceitos da tradição oriental, como o Zen, o Tao e A Arte da Guerra.

Visitando a Carol, do Terapia Floral, esbarrei com esta pérola. Clicando na imagem ela aparece maior em outra janela. Outra passagem muito boa é a do peixe novo que pergunta para o mais velho o que é o mar. Se encontrar na rede, publico na seqüência.

Olíbano e Depressão

Olíbano e Depressão

Esbarrei com um artigo hoje que fala dos efeitos curativos do olíbano nos casos de depressão e resolvi deixar um registro aqui do meu próprio modo.

A Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental (FASEB), em conjunto com a Universidade Johns Hopkins e a Universidade Hebraica de Jerusalém, descobriu que o efeito provocado pelo incenso de olíbano queimando nas igrejas, templos e sinagogas é muito mais do que uma experiência mística/religiosa.

De acordo com as pesquisas (e testes em ratos), o olíbano (nome científico Boswellia carteri) ativa os ainda pouco compreendidos canais de íon do cérebro ligados à emoção, aliviando a ansiedade e a depressão. Além disso, também mexe com algo chamado TRPV3 que eu não consegui entender direito do que se trata, mas tem a ver com à nossa percepção da temperatura. Parece que inspirar o olíbano transmite uma sensação de calor reconfortante e, em conseqüência disso, de grande valor terapêutico – quem é que não gosta de um colinho?.

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Chakras: Manual do Usuário – Parte 3

Chakras: Manual do Usuário – Parte 3

Já comentei de outras vezes que sigo o modelo de 11 chakras (14, se considerarmos que alguns são duplos – frente e dorso) instituído pela Cura Prânica, técnica desenvolvida pelo mestre Choa Kok Sui. Por isso, ao invés de escrever sobre o Manipura, como é de se esperar em qualquer texto sobre chakras, este post é sobre o Meng Mein, localizado nas costas, na mesma altura que o umbigo.

O mestre Choa, se é que “inventou” alguma coisa, inventou muito pouco. O seu trabalho é a reunião de vários conhecimentos somado à percepção mediúnica de alguns de seus assistentes – clarividentes, mais especificamente – capazes de identificar na aura as transformações causadas por cada procedimento. Foram anos de ajustes até se alcançar a configuração adequada.

E embora se encontre a expressão Meng Mein apenas na literatura da Cura Prânica, temos Ming Men, Min Men, Min Meng ou Ming Meng em muitos tratados da medicina chinesa. O ponto é exatamente o mesmo e a sua tradução é “Portal da Vida” porque á através dele que se mantêm a chama da vida acesa.

Isto se justifica pelo fato do Meng Mein armazenar o que se identifica como energia “pré-natal”, “ancestral” ou “do Céu Anterior”. Algo que herdamos não apenas de nossos pais, mas de todas as gerações que os antecederam e fica armazenado em nosso sistema.

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Como ficar em paz agora?

Como ficar em paz agora?

Fazendo as pazes com o momento presente. Esse momento é o campo em que o jogo da vida acontece. Não há nenhum outro lugar em que ele possa existir. Uma vez que tenhamos nos reconciliado com o momento presente, devemos observar o que ocorre, o que podemos fazer ou escolher fazer ou, em vez disso, o que a vida faz por nosso intermédio. Há uma expressão que revela o segredo da arte de viver, a chave de todo sucesso e de toda felicidade: nossa unificação com a vida. Quando formamos um todo com ela, formamos um todo com o Agora. Nesse instante, compreendemos que não vivemos a vida, é ela que nos vive. A vida é a dançarina e nós, a dança.

O ego adora o ressentimento que alimenta contra a realidade. O que é realidade? Qualquer coisa. Buda chamou-a de tatata - a verdadeira natureza da vida, que não é mais do que a verdadeira natureza do momento. A oposição contra essa essência é uma das principais características do ego. Ela dá origem ao negativismo em que o ego se fortalece, à infelicidade que ele adora. Nesse sentido, causamos sofrimento a nós mesmos e aos outros sem nem sequer saber que estamos fazendo isso, ignorando que estamos criando o inferno na Terra. Provocarmos dor sem saber – essa é a essência de vivermos de modo inconsciente, é estarmos totalmente sob o domínio do ego.

A extensão da incapacidade que ele tem de reconhecer a si mesmo e ver o que está causando é perturbadora e inacreditável. Ele faz exatamente o que condena nos outros, porém não percebe isso. Quando esse comportamento se torna evidente, ele usa a negação irada, argumentos sagazes e justificativas para distorcer os fatos. Tanto as pessoas quanto as empresas e os governos agem assim. No instante em que todos os recursos falham, o ego recorre aos gritos e até mesmo à violência física. Envia os soldados. Agora podemos entender a sabedoria profunda das palavras de Jesus na cruz: “Perdoai-os, pois eles não sabem o que fazem”.

Para darmos fim ao sofrimento que vem afligindo a condição humana há milhares de anos, precisamos começar por nós mesmos e assumir a responsabilidade por nosso estado interior em qualquer momento. Isso quer dizer agora. Portanto, pergunte-se: “Estou dando mostras de negativismo neste exato instante?” Depois fique alerta, preste atenção nos seus pensamentos e nas suas emoções. Observe as formas de infelicidade que se manifestam em graus menos elevados, como aquelas que mencionei anteriormente – descontentamento, irritação, saturação, etc. Atente para os pensamentos que parecem justificar ou explicar essa infelicidade, mas que, na verdade, são seus causadores.

Caso você tome consciência de um estado negativo dentro de si mesmo, isso não significa um fracasso da sua parte. Ao contrário, mostra que obteve sucesso. Enquanto a consciência não se manifesta, existe identificação com os estados internos – e essa identificação é o ego. Com a consciência vem o abandono da identificação com os pensamentos, as emoções e  reações. No entanto, esse processo não deve ser confundido com negação. Os pensamentos, as emoções e as reações são reconhecidos e, no momento em que são detectados, o fim da identificação se dá de forma automática. Nossa percepção do eu, ou seja, de quem somos, passa então por uma mudança: diante de nós estão os pensamentos, as emoções e as reações, e agora nós somos a consciência, a presença consciente que testemunha esses estados.

“Um dia vou me libertar do ego”. Quem está falando? O ego.

Libertar-se dele não é verdadeiramente um grande trabalho, mas uma tarefa muito pequena. Basta estarmos conscientes dos nossos pensamentos e das nossas emoções à medida que eles vão surgindo. Não se trata de “fazer”, e sim de “ver” com atenção. Nesse sentido, é verdade que não há nada que possamos fazer para nos libertar do ego. Quando essa mudança acontece, ou seja, quando passamos do pensamento para a consciência, uma inteligência muito maior do que a esperteza do ego começa a agir na nossa vida. As emoções e até mesmo os pensamentos são despersonalizados pela consciência. A natureza impessoal de ambos é reconhecida. O eu deixa de existir neles. São apenas emoções e pensamentos humanos. Toda a nossa história pessoal, que, em última análise, não passa mesmo de uma história, de um amontoado de pensamentos e emoções, adquire uma importância secundária e não ocupa mais o primeiro plano da nossa consciência. Ela deixa de formar a base para nosso sentido de identidade. Nós somos a luz da presença, a consciência de que somos mais importantes e mais profundos do que quaisquer pensamentos e emoções.

~ Eckhart Tolle, do livro O Despertar de uma Nova Consciência

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Esbarrei com esta foto no Orkut, no álbum do Carlos Falcão, e não resisti em publicar aqui também.

Por um Tarot Sem Rótulos

Por um Tarot Sem Rótulos

O dicionário define estereótipo como um “padrão, geralmente formado de idéias preconcebidas e alimentado pela falta de conhecimento real sobre o assunto em questão”.

Regina Célia de Souza escreve no artigo “Atitude, Preconceito e Estereótipo”, para o site Brasil Escola, que “quando nossa primeira impressão sobre uma pessoa é orientada por um estereótipo, tendemos a deduzir coisas sobre a pessoa de maneira seletiva ou imprecisa, perpetuando, assim, nosso estereótipo inicial”. Não poderia colocar melhor esta questão. {imagem: Lo Scarabeo Tarot}

Não sabemos exatamente de onde o Tarot veio e qual o seu propósito original. Sabemos, contudo, o que ele se tornou e trabalhamos com isso.

Nos últimos 20 anos – tempo em que me dedico ao estudo do Tarot – percebo claramente muitas distorções provocadas, principalmente, pelo desinteresse de muitas pessoas em se aprofundar no significado das cartas e o que elas têm, verdadeiramente, para oferecer. Leituras são construídas como uma colcha de retalhos de palavras-chaves ou frases viciadas nem sempre compatíveis com a estrutura do jogo escolhido ou com as circunstâncias em pauta, pois se convencionou, por exemplo, que um 4 de Copas é tédio, um 7 de Espadas é furto, um Enamorado é afeto, uma Temperança fala de atrasos e isso, assombrosamente, satisfaz um número considerável de intérpretes que privam seus consulentes de um percepção mais ampla a respeito de si mesmos e do mundo que os cerca.

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Canto da Lua Cheia

Canto da Lua Cheia

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Ontem foi a segunda vez que fui ao Instituto Nyingma do Rio de Janeiro para a cerimônia do Canto da Lua Cheia. Ouço falar do Instituto há séculos, mas fui no mês passado para o Saka Dawa, a convite de duas amigas, e resolvi voltar. A localização deles é privilegiada e o que mais me impressionou da vez passada foi dar de cara com a stupa iluminada tendo o Cristo Redentor e a Lua Cheia ao fundo.

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Paciência, por Shantideva

Paciência, por Shantideva

Shantideva foi um sábio indiano do século VII que se tornou muito respeitado no Tibet. Sua obra, Bodhicharyavatara (“O Caminho do Bodhisattva”), é um dos clássicos da literatura budista.

Conta a história que Shantideva foi inspirado pelo bodhisattva Manjushri – o que representa a sabedoria – quando as coisas realmente estavam ficando pretas para ele na academia monástica de Nalanda, onde era chamado de Bhusuku (“indolente”) por todos. A história é muito boa e pode ser lida aqui.

Eu tenho uma cópia d’O Caminho do Bodhisattva em inglês, comprada há muitos anos na Amazon. Hoje, passando por uma livraria, vi que já existe uma versão em português, editada pela Tharpa Brasil.

Resolvi pedir um conselho a Shantideva e abri o livro aleatoriamente. Era exatamente o início do capítulo 6, que fala sobre Paciência (Khanti). O texto é longo e não vou reproduzí-lo por completo. Pegarei as 10 primeiras estrofes, sendo que a primeira já me disse o que precisava assimilar como puxão de orelha. O restante, em uma tradução um pouco diferente, pode ser lido aqui.

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Pâncreas e Diabetes

Pâncreas e Diabetes

Conversava com uma amiga esta semana e ela afirmava com certo orgulho ter consciência de tudo o que se passa com ela, referindo-se aos processos de auto-sabotagem que promove com alguma freqüência. Disse a ela que perceber que a sabotagem acontece é uma coisa – e que bom quando conseguimos isto – mas entender os mecanismos internos que estimulam todo este enredo (a verdadeira ferida que precisa ser tratada) é um pouco mais complicado.

Não sei se este post é o melhor exemplo do que lhe falei, mas me lembrei deste papo ao procurar sobre os estados psicológicos/emocionais por trás da diabetes. O texto é de Cristina Cairo, que se especializou no tema Linguagem do Corpo e compartilha o seu conhecimento em livros e dois programas de rádio disponíveis em São Paulo.

Pâncreas

Pâncreas é uma glândula de função dupla que desenvolve atividades essenciais para a continuidade da vida.

O pâncreas lança no duodeno o suco pancreático que se destina à digestão de substâncias ácidas. Produz também a insulina, que é o agente requerido para o aproveitamento do açúcar pelo organismo. A produção insuficiente de insulina dá origem ao diabetes.

Quando uma pessoa passa a sentir a vida triste e sem doçura, perde lentamente as duas funções do pâncreas. Não consegue eliminar a “acidez” dos sentimentos e não consegue mais manter os seus pensamentos “doces”.

A pancreatite simboliza a perda da ”doçura” da vida e indica que a pessoa está, constantemente frustrada, imaginando que jamais conseguirá realizar o que sonhou, porque acredita que não há “gosto” em continuar tentando e que a vida sempre dificulta seus desejos.

Aprenda a aceitar os acontecimentos, sejam eles quais forem, de maneira analítica e não emocional. O que estou propondo é que você transforme todos os seus aborrecimentos e frustrações em pensamentos de aceitação provisória otimista. Isso quer dizer que você deve tranqüilizar-se, prestar atenção no fato que o aborrece, enxergar seus próprios erros e, enfim, tentar novamente sem medo e com número menor de erros.

Acredite sempre em você e tente vários métodos de alcançar o sucesso.

Diabetes

O acúmulo de muitos golpes contínuos, como amor perdido, frustrações financeiras, traições, faz com que a pessoa se apegue àquilo que já passou porque, inconscientemente, não consegue se acostumar à realidade das perdas. Assim a pessoa arrasta uma profunda mágoa pelo que ficou no passado e sente que o “doce” da vida acabou. A partir de então, passa a temer o futuro porque sabe que o “gosto” dele pode ser amargo e a insegurança predomina em seu coração.

Quando você compreender que criamos nosso próprio destino, perceberá que aconteceram tantas coisas só porque você não aprendeu a controlar seus pensamentos.

Tudo o que você já viveu foi apenas para ensiná-lo que, mesmo com problemas, poderemos achar a vida “doce”, pois quem dá mais sabor a ela somos nós mesmos.

Espiritualize-se até o ponto de sentir que é agradável poder mudar os caminhos e tentar novos horizontes. Solte o que passou e perdoe sinceramente todos aqueles que, pela ignorância, o fizeram sofrer. A felicidade não entrará em nosso coração se guardarmos mágoas do passado: como seremos dignos da felicidade se não soubermos perdoar?

Tantas portas e janelas para serem abertas, de onde o sol mostrará o seu brilho e calor, e você aí, preso a fatos que já se foram! Acorde, criatura! Seja feliz.

Acredite que seu sol sempre brilhou mas você, que só aprendeu a desconfiar, fechou-se num mundo irreal de habitantes sem amor.

Permita a felicidade e a esperança de novos acontecimentos entrarem em sua vida, livres de toda a imagem do passado. Sinta a doçura em seus atos e em suas palavras e deseje, do fundo de sua alma, a verdadeira alegria de viver. Progrida sem medo do futuro e amplie seus conhecimentos para que você possa descobrir que existem caminhos diferentes, de tudo que você já tentou. Pode acreditar!

~ Cristina Cairo, do livro Linguagem do Corpo 1

Os Sete Princípios do Xamanismo Huna

Os Sete Princípios do Xamanismo Huna

Em Dezembro de 2006 (fui checar agora) recebi por email, acho, e publiquei no blog Fluidez (o primeiro que tive no WordPress), um texto curto sobre os Sete Princípios do Xamanismo Huna.

O tema “cura” sempre me interessa e na época buscava informações sobre uma técnica havaiana de nome Ho’oponopono, assunto que arquivei por falta de dados confiáveis – a coisa esteve bem próxima de virar a nova picaretagem esotérica, mano-a-mano com “O Segredo”, mas acho que não ganhou força… ainda.

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