Zephyrus Tarot

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Maiores… Menores… Maiores com Menores

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Zephyrus responde: uma leitora do Z pergunta, por email, se é fato que só se deve ler o Tarot combinando Arcanos Maiores com Arcanos Menores, pois ela teria levado um jogo apenas com Maiores para um tarólogo interpretar e ele disse que estava tudo errado e que seria incapaz de ajudar.

Não creio que haja uma forma errada de ler um jogo, mas de se interpretar as cartas – ponto.

Quando comprei o meu primeiro baralho, misturava as 78 cartas e jogava. Maiores e Menores tinham pesos diferentes (Maior = questões mais de ordem interna; Menores = questões mais de ordem externa), de acordo com o recomendado no pequeno manual de instruções que veio com o baralho. A própria ausência de Maiores ou de Menores era um indicativo a mais nas leituras – e as coisas funcionavam bem assim! É desta forma, por sinal, que muitos livros sugerem a montagem de jogos.

Em dado momento achei que tivesse descoberto a pólvora colocando um Maior e um Menor por casa, até descobrir que é assim que propõe a “Escola Inglesa” – do jeito que eu fazia é como a “Escola Americana” adota. As coisas parecem ganhar importância quando possuem um nome, mas simplesmente são o que são – o glamour fica por nossa conta.

Brigo quando as pessoas dizem que os Menores são dispensáveis – não, não são – mas a forma de se combinar Maiores e Menores, por exemplo, é de cada um, assim como a opção de usar ou não os Menores em um jogo. Conheço pessoas que jogam apenas com Maiores e são absolutamente brilhantes. Certa vez, na casa de uma amiga, pedi um baralho de cassino para fazer uma leitura considerando apenas os atributos dos Arcanos Menores – era o recurso disponível naquele momento e resultou num bom jogo. O fato de preferir combinar as cartas não faz disso uma regra universal. Acho até que o tarólogo deve se obrigar a diversificar de vez em quando para não ficar muito dependente dos Menores.

Se você também tem questões que gostaria que fossem respondidas – só não me venham pedir para interpretar jogos – basta escrever na parte de comentários ou pegar o meu endereço de email na página Consultas.

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  • Tiago

    Já que você pediu questões, vou abusar…
    Gostaria de saber a distinção entre “O mago”, “O pajem” e “o Ás”. Habitualmente vejo descrições dessas cartas destacando a aspiração, o desejo, uma força inicial para a criação que pode vir a efetivamente se realizar e construir algo, mas que também pode ficar só na idéia sem nunca se concretizar.

    Abraço,
    Tiago

  • Tiago

    Já que você pediu questões, vou abusar…
    Gostaria de saber a distinção entre “O mago”, “O pajem” e “o Ás”. Habitualmente vejo descrições dessas cartas destacando a aspiração, o desejo, uma força inicial para a criação que pode vir a efetivamente se realizar e construir algo, mas que também pode ficar só na idéia sem nunca se concretizar.

    Abraço,
    Tiago

  • http://www.zephyrus.blog.br Marcelo Bueno

    Tanto o Mago com os Pajens são aprendizes, sendo que o Mago é um tanto mais “autônomo” e os Pajens estão especificamente a serviço de alguém – os Reis e Rainhas e Cavaleiros do seu Naipe. O Mago tem diante de si o símbolo dos 4 Naipes; cada Pajem lida com apenas um destes aspectos e, mesmo assim, os objetos que carrega não lhe pertencem.

    Em outras palavras, o Mago é uma representação mais “completa” deste aprendiz, pois tem o desafio de reconhecer e integrar estas 4 forças/expressões.

    Com relação aos Ases a história é outra: cada um deles representa uma energia ainda não manifestada que pode vir a ancorar neste plano da realidade ou não.

    Sobre a concretização de alguma coisa, é como você colocou. Tudo é muito embrionário. O seu desenvolvimento não se dá por mágica, mas dedicação.

    []‘s

    Marcelo

  • http://www.zephyrus.blog.br Marcelo | zephyrus.blog.br

    Tanto o Mago com os Pajens são aprendizes, sendo que o Mago é um tanto mais “autônomo” e os Pajens estão especificamente a serviço de alguém – os Reis e Rainhas e Cavaleiros do seu Naipe. O Mago tem diante de si o símbolo dos 4 Naipes; cada Pajem lida com apenas um destes aspectos e, mesmo assim, os objetos que carrega não lhe pertencem.

    Em outras palavras, o Mago é uma representação mais “completa” deste aprendiz, pois tem o desafio de reconhecer e integrar estas 4 forças/expressões.

    Com relação aos Ases a história é outra: cada um deles representa uma energia ainda não manifestada que pode vir a ancorar neste plano da realidade ou não.

    Sobre a concretização de alguma coisa, é como você colocou. Tudo é muito embrionário. O seu desenvolvimento não se dá por mágica, mas dedicação.

    []‘s

    Marcelo

  • Tiago

    Valeu pela atenção, Marcelo. Você tem esclarecido bastante coisa…
    Tempos atrás eu já tinha parcialmente te feito esta pergunta. Na época eu só perguntei sobre o Mago e os Pajens. Como resposta, você deu uma explicação muito boa sobre a relação entre Pajem, Cavaleiro, Rainha e Rei. Não lembro tudo o que você disse. Se der, quando possível, será que você poderia escrever a respeito? ;-)

    Abraço!

  • Tiago

    Valeu pela atenção, Marcelo. Você tem esclarecido bastante coisa…
    Tempos atrás eu já tinha parcialmente te feito esta pergunta. Na época eu só perguntei sobre o Mago e os Pajens. Como resposta, você deu uma explicação muito boa sobre a relação entre Pajem, Cavaleiro, Rainha e Rei. Não lembro tudo o que você disse. Se der, quando possível, será que você poderia escrever a respeito? ;-)

    Abraço!