Hemorróidas

Sim, hemorróidas. Várias vezes durante a semana pessoas chegam ao Zephyrus buscando a palavra hemorróidas na rede. Fiz um teste e descobri que a palavra é citada no meio do texto sobre o chakra muladhara como uma de suas disfunções (outro projeto que ficou parado, por sinal – falar de cada um dos chakras), prova de que nem só de tags vive o WordPress e as ferramentas de busca – vai que “a hemorróida também resolve me acusar de falsidade ideológica”… ops, não resisti! ;)
Enfim, resolvi dar o destaque que as hemorróidas merecem dentro do contexto do blog para não frustrar futuros buscadores.
Louise Hay afirma que “sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais. Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento”.
Concordo que o perdão – a começar pelo auto-perdão – é uma ferramenta poderosa. O perdão libera, corta vínculos prejudiciais com pessoas e circunstâncias. Já publiquei um texto da própria Louise sobre o estado de não-perdão e suas conseqüências, mas é preciso ir um pouco além. Ela, por sinal, atribui o problema das hemorróidas ao medo de prazos determinados e à raiva do passado – não sei se concordo, embora tenha lido esta referência em outros lugares (sabe-se lá quem copiou de quem).
No campo da Medicina Psicossomática – ramo que estuda a origem inconsciente das doenças – o tema está associado principalmente ao apego às coisas do passado, mesmo quando se deseja mudar e seguir adiante.
As hemorróidas estão ligadas ao reto e ao ânus: os alimentos ingeridos são processados pelo aparelho digestivo para que as substâncias nutritivas sejam absorvidas pelo organismo, enquanto o que não é aproveitado pelo corpo é eliminado pela evacuação. Quem cuida desta parte do processo é o intestino grosso, sendo o reto o ponto final em que as fezes se acumulam e ficam retidas pelo ânus, que é um músculo que permanece contraído até que seja dada a ordem para liberar a passagem – you know what I mean…
Com as hemorróidas – ou seja, dilatação das veias do ânus – surgem coceiras, sangramentos, dores durante a evacuação e por aí vai. Cada coisa de acordo com o grau do problema.
Complicações no aparelho digestivo geralmente têm a ver com a forma como processamos (digerimos) as experiências da vida. Nas condições normais, aproveitamos o que nutre e descartamos o tóxico. Se trocamos as bolas ou não realizamos o que é necessário de forma plena, o sistema apita.
Na Cura Prânica, percebe-se os chakras do plexo solar e do umbigo parcialmente sujos com muito prana vermelho e o secundário do ânus com um prana vermelho-acinzentado. É preciso limpar estes chakras deste vermelho, que tem efeito dilatador, e energizá-los de forma adequada com outras qualidade de prana. Aproveitamos também para trabalhar com os chakras do coração (frontal e dorsal) para produzir uma sensação de paz interior. Um trabalho de Psicoterapia Prânica se faz necessário, em complemento, para remover as formas-pensamento e os elementais negativos destes chakras.
Outras técnicas também podem ser muito úteis, como a aromaterapia. Conheci Gorethi Moura no Encontro da Nova Consciência e me impressionou o índice de bons resultados através de um tratamento sob medida – eu mesmo resovi me submeter a um. Ela me passou umas dicas numa conversa por MSN ontem, mas acho melhor apenas afirmar que existem essências próprias para se trabalhar o desapego, a quebra de padrões e dar suporte emocional em períodos de transição. Algumas essências possuem contra-indicações sérias e, como não sou aromaterapeuta para descrever algo bem elaborado aqui, deixo isso por conta de um(a) especialista. Estou insistindo com ela na criação de um blog… :)
Isso tudo é para dizer que, aplicável a qualquer tipo de doença, além do tratamento convencional existe sempre a possibilidade de apoio (diferente de “substituição”) de algumas terapias alternativas, a começar pela consciência de que o problema nunca surge ao acaso, mas é gerado pelos nossos condicionamentos, resistências e inquietações.
Repetindo a frase do Rebbe Nachman de Breslov que usei esta semana, “Se você acredita que você pode danificar, então acredite que você pode consertar. Se você acredita que você pode ferir, então acredite que você pode curar”.
PS: Será que o blog porpetinha é o da K? rsrsrs
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UPDATE – 17/06/08
1. Na Aromaterapia, o óleo essencial de Cipreste ajuda bastante. Ele deve ser 100% puro. Experimente comprá-lo em lugares confiáveis, como Bellarome (RJ) e Aromalife (SP). A aplicação pode ser feita diretamente ou com a ajuda de um banho de assento. Direto pode incomodar, dependendo do estado; o banho de assento é mais confortável. Não usar durante a gravidez. Entre em contato comigo se você precisar de orientação, mas não saia fazendo por conta própria.
2. Texto de Cristina Cairo sobre hemorróidas:
Estão estreitamente ligadas à resistência mental.
Aparecem mais freqüentemente em pessoas de temperamento irascível, implicante e normalmente naquelas que reclamam da comida.
O que faz com que as hemorróidas se saturem e se rompam são os sentimentos de opressão frente aos fatos, a sensação de fazer coisas que o desagradam, a falta de vontade de querer deixar que as coisas aconteçam de forma natural e medo de ”soltar” da mente certos fatos do passado. Então, quando ocorrem problemas nas hemorróidas, o inconsciente está querendo mostrar à pessoa que ela está resistindo a algo e tem medo.
Livre-se de tudo que não seja amor e acredite que a vida lhe oferece todo o tempo do mundo para que você possa realizar as coisas a seu modo.
Aceite o curso normal da vida e de seus acontecimentos e procure resolver seus problemas sem reprimir suas vontades e escondendo suas contrariedades.








