Archive for February, 2008

A Deusa está na terra, a magia está no ar…

Fiquei de publicar alguns vídeos do 17o Encontro da Nova Consciência, mas os que eu quero ainda não estão disponíveis.

Como parte do evento, rolou uma caminhada e um ato macro-ecumênico no domingo, com o representante de cada religião presente abençoando todos que compareceram no Parque Evaldo Cruz (a.k.a. Parque do Açude Novo).

O clipe a seguir tem Claudiney Pietro, representando a tradição Wicca, saudando a Deusa.

Peguei este vídeo para a K, do Incompletudes, que, “dependendo de quem ela é no momento”, pode encarnar diferentes faces da Grande Mãe… rsrs

Pergunte ao I Ching: Obstáculo (39)

Pergunte ao I Ching: Obstáculo (39)

O Hexagrama de Hoje

Ao longo de nossa vida, nos damos conta que existem coisas que duram pouquíssimo tempo, mas há também coisas que duram bem mais. Essas coisas duradouras quase que invariavelmente são interiores, são as nossas qualidades e virtudes, assim como também alguns de nossos defeitos. É chegado o momento de compreender quais são as coisas duradouras em você. Quais as virtudes que você possui como constantes em sua vida? Que tal evocá-las agora? A vida está demandando que você faça valer suas qualidades, sobretudo as que você reconhece como parte de sua vida desde quando era criança ou adolescente.

Outro ponto importante deste hexagrama é que ele nos leva a perceber que os relacionamentos vêm e vão, os projetos começam e acabam, mas há algo que se configura como sendo eterno. Você pode até mudar de relacionamento, mas o desejo de amar perdura. Pode mudar de projetos, mas o desejo de crescer perdura. Assim sendo, não importa tanto qual é o foco externo dos seus desejos, contanto que você aprenda a valorizar suas próprias virtudes neste particular momento de sua vida.

O Futuro desta Situação

SEGUNDA LINHA MUTÁVEL: Você tomará consciência de que não é a causa dos problemas que o atormentam. Isso não muda muito as coisas, pois os problemas continuam a existir de uma forma ou de outra. Todavia, você encontrará as soluções por conta de manter a mente aberta a respostas alternativas que ninguém está enxergando.

QUARTA LINHA MUTÁVEL: Em momentos dificultosos, convém meditar para tentar encontrar soluções menos piores. Não há solução perfeita, mas certamente você encontrará, dos males, o menor.

QUINTA LINHA MUTÁVEL: No futuro próximo, você sentirá um grande alivio, pois os problemas que o atormentavam cederão. Prepare-se para receber uma importante ajuda de alguém que tem experiência no que o atormenta.

- Fonte: Ego Astral (textos de Alexey Dodsworth)

Os 4 Elementos – Terra

Os 4 Elementos – Terra

Continuo garimpando uns textos que tenho guardado no computador.

Este eu procurei de propósito: tenho uma aluna de Tarot e no outro dia dizia para ela o quanto é importante entender a natureza dos elementos para se trabalhar corretamente com os Arcanos Menores do Tarot, ou fica tudo muito “Copas = Amor, Espadas = Dor, Terra = Dinheiro, Paus = Espiritualidade” – ou seja, uma visão rasa (muito rasa) da coisa.

O texto de hoje – e dos próximos 3 dias – não foram feitos para o Tarot, mas se aplicam muito bem a ele. Quando estiver mais bem disposto, acrescento ao final de cada um deles uma visão minha para amarrá-los com as possíveis interpretações dos naipes, ok?

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A terra é a base na vida comum. Na visão de mundo xamanista, ela é geralmente o centro de tudo e fica no centro da mandala, tanto nas representações gráficas quanto na experiência (no tantra e no Dzogchen, o espaço é considerado a base e o centro).

Quase todas as qualidades elementares da terra podem ser compreendidas intuitivamente: pesada, sólida, ligada, segura. A terra tem gravidade. Ela pode ser rica e fértil quando em harmonia com os outros elementos – quando há suficiente calor, umidade e ar de boa qualidade. Ela também pode ser fria e intolerável quando não há bastante calor, árida e escabrosa quando a água é pouca, chocha e sem vida quando há pouco ar.

Quando a terra está equilibrada em nós, sentimo-nos estáveis, firmes e confiantes. Não nos sentimos pesados nem aéreos demais. Estamos enraizados na nossa experiência. Não perdemos facilmente o equilíbrio e nem deixamos de estar em contato com o que é importante. Quando sabemos uma coisa, não perdemos esse conhecimento. Nossa convicção é firme. Nossas intenções não são varridas pelo impulso e nossos esforços são sistemáticos. Somos responsáveis e nos firmamos sobre os nossos pés. A dimensão mais elevada dessa qualidade é estar ancorado em puro ser.

Quando há terra demais, somos monótonos, sem graça, lentos e apagados. Sólidos demais. Incapazes de nos mover. Nosso pensamento é pesado, literal e sem criatividade. O excesso de terra pode nos deixar deprimidos, empacados ou resignados – na carreira, nos relacionamentos ou nas práticas espirituais. Fica difícil provocar uma mudança; nós nos identificamos com os problemas e eles parecem muito sólidos. Dormimos muito. Tentamos meditar mas cochilamos. Depois, temos dificuldade para lembrar dos sonhos todos – ou não lembramos de nenhum.

O excesso de terra pode nos deixar insensíveis e sem inspiração. Quando a terra é demais, ficamos calados o tempo todo ou, quando começamos a falar, não conseguimos parar. Os atrasos constantes e o excesso de pontualidade também podem ser expressões do elemento terra. Tradicionalmente, o aspecto negativo da terra é a ignorância.

Quando a terra é escassa, ficamos sem âncora. Somos inconstantes, desorientados ou agitados. Incapazes de concluir o que começamos, não temos firmeza e somos insatisfeitos. Nunca nos sentimos em casa: estamos sempre procurando o que nos dê firmeza e segurança.

Quando temos falta de terra, podemos nos firmar, ou nos ancorar, de diferentes maneiras. Além de fazer os exercícios descritos mais adiante no livro, podemos usar outras abordagens. Por exemplo, uma casa segura, um relacionamento saudável ou um emprego sólido podem gerar o senso de firmeza. Essas correções da situação externa podem ser apropriadas em determinadas situações. Quando a segurança é desenvolvida externamente, o senso de estabilidade pode funcionar como uma base sobre a qual desenvolver qualidades internas positivas. Em geral, é melhor encontrar a qualidade positiva dentro de nós e depois manifestá-la externamente mas, às vezes, inverter a seqüência pode ajudar.

Quando nos identificamos com entidades físicas e substanciais, procuramos naturalmente nos ancorar em condições externas substanciais. Quando nos identificamos como seres energéticos, procuramos nos ancorar em nossos sentimentos. Quando nos identificamos com a consciência pura, encontramos o chão na natureza na mente. A mente densa sente estabilidade na terra sólida; a consciência mais sutil e impessoal se ancora no espaço.

Na prática da meditação, o equilíbrio do elemento terra é um apoio importante e necessário. Até mesmo nas práticas mais elevadas, como as do vazio no sutra ou Trekchöd no Dzogchen, são recomendadas práticas de concentração que desenvolvem as qualidades da terra e a estabilidade mental. A mente precisa ser estável para progredir no caminho da meditação, e essa estabilidade se desenvolve a partir do fortalecimento do elemento terra.

Dizem os ensinamentos que as pessoas que são predominantemente fogo e ar têm experiências espirituais rapidamente, mas é também rapidamente que se perdem. Pessoas que são predominantemente terra e água podem demorar mais a ter as experiências mas, quando as têm, conseguem sustentá-las e desenvolvê-las. Com isso, acabam se desenvolvendo mais rápido.

Se você está sem firmeza em sua prática de meditação, desenvolva a qualidade da terra desenvolvendo a concentração. Pratique a estabilidade da mente e do corpo. Coma alimentos mais pesados e evite os estimulantes. Exercite-se. Em geral, já sabemos o que fazer para corrigir os problemas em nossa prática, mas não fazemos. Obrigar-nos a fazer o que é melhor é uma maneira de desenvolver a consistência do elemento terra.

Quando a estabilidade da mente é desenvolvida por meio da concentração, o movimento indesejável da mente fica mais lento e pára. A experiência é clara e firme no silêncio, e não cheia de pensamentos agitados. As luzes e as cores são mais nítidas. Se já fomos apresentados à natureza da mente, fica mais fácil continuar no estado natural e integrar a prática a todas as atividades. A atenção se torna fácil e pode ser mantida ao longo do dia e, finalmente, durante a noite. Quando a mente é estável, a introvisão surge naturalmente. Este é o despertar da mente. Não é concentração, mas um nível superior de prática que vem da estabilidade mental.

Quando há terra demais, a abordagem é bem diferente. Coma alimentos mais leves e procure evitar a exaustão. Pratique a flexibilidade em seu modo de pensar. Recorra às qualidades elementares de ar e fogo para gerar flexibilidade, criatividade e vivacidade.
Quando o elemento terra está plenamente desenvolvido na prática espiritual, ele se torna a sabedoria da equanimidade. Esta é a faculdade espiritual mais elevada da terra, que permite ao praticante ser firme e constante em qualquer situação, por mais extrema que possa ser, e reconhecer a consciência inata luminosa comum a todas as experiências.

- Extraído do livro: A Cura através da Forma, da Energia e da Luz, de Tenzin Wangyal Rinpoche

Outros elementos da mesma série:

As Sete Emoções Negativas da Medicina Chinesa

Muito do que se aprende a respeito de saúde e energia parte da Madicina Chinesa ou é por ela validada. Estou tirando uns dias para reorganizar algumas coisas, mas, enquanto isso, compartilho este texto. Ele é didático e bem interessante.

Dentro da Cura Prânica, além de trabalharmos os chakras, também limpamos os 5 órgãos que, direta ou indiretamente, alimentam estas 5 emoções negativas que bloqueiam a circulação da energia no nosso sistema. O que os chineses chamam de “qi” equivale ao “prana” sânscrito.

Meditações, como a do Sorriso Interno, também ajudam no reequilíbrio.

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As sete emoções básicas relacionadas às funções orgânicas são a raiva, alegria, preocupação, pensamento obsessivo, tristeza, medo e choque (pavor). Apesar da conexão mente/corpo ter sido reconhecida relativamente há pouco tempo na medicina ocidental, a interação das emoções com o corpo físico é um aspecto essencial na Medicina Tradicional Chinesa.

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Maiores… Menores… Maiores com Menores

Maiores… Menores… Maiores com Menores
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Zephyrus responde: uma leitora do Z pergunta, por email, se é fato que só se deve ler o Tarot combinando Arcanos Maiores com Arcanos Menores, pois ela teria levado um jogo apenas com Maiores para um tarólogo interpretar e ele disse que estava tudo errado e que seria incapaz de ajudar.

Não creio que haja uma forma errada de ler um jogo, mas de se interpretar as cartas – ponto.

Quando comprei o meu primeiro baralho, misturava as 78 cartas e jogava. Maiores e Menores tinham pesos diferentes (Maior = questões mais de ordem interna; Menores = questões mais de ordem externa), de acordo com o recomendado no pequeno manual de instruções que veio com o baralho. A própria ausência de Maiores ou de Menores era um indicativo a mais nas leituras – e as coisas funcionavam bem assim! É desta forma, por sinal, que muitos livros sugerem a montagem de jogos.

Em dado momento achei que tivesse descoberto a pólvora colocando um Maior e um Menor por casa, até descobrir que é assim que propõe a “Escola Inglesa” – do jeito que eu fazia é como a “Escola Americana” adota. As coisas parecem ganhar importância quando possuem um nome, mas simplesmente são o que são – o glamour fica por nossa conta.

Brigo quando as pessoas dizem que os Menores são dispensáveis – não, não são – mas a forma de se combinar Maiores e Menores, por exemplo, é de cada um, assim como a opção de usar ou não os Menores em um jogo. Conheço pessoas que jogam apenas com Maiores e são absolutamente brilhantes. Certa vez, na casa de uma amiga, pedi um baralho de cassino para fazer uma leitura considerando apenas os atributos dos Arcanos Menores – era o recurso disponível naquele momento e resultou num bom jogo. O fato de preferir combinar as cartas não faz disso uma regra universal. Acho até que o tarólogo deve se obrigar a diversificar de vez em quando para não ficar muito dependente dos Menores.

Se você também tem questões que gostaria que fossem respondidas – só não me venham pedir para interpretar jogos – basta escrever na parte de comentários ou pegar o meu endereço de email na página Consultas.

Cada mitsvá muda você… e muda o mundo ao seu redor


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Bruce: Cada Mitsvá que você faz, muda você e o mundo que está ao seu redor.
Johnny: O quê?…
Mitsvá?…
Bruce: Sim.
Johnny: Isso é uma expressão zen?
Bruce: Zen Judeu. Karma Kosher. Eu te contei que fiz um curso de religião comparativa?
Johnny: Não.
Bruce: Você introduz energia positiva no cosmo. O mundo se tornará melhor. E você se tornará melhor também.

Este diálogo acontece no episódio Precipitate (o quinto da segunda temporada) da série Dead Zone. O protagonista Johnny Smith salva uma criança de ser atropelada, sai ferido e é processado. Na transfusão de sangue que se vê obrigado a receber – ele, que se torna medium depois de 6 anos em coma e absorve informações do passado e do futuro através do toque – acaba tendo visões com os doadores e vai atrás deles porque sabe que alguém morre até o fim do dia.

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Hemorróidas

Hemorróidas

Sim, hemorróidas. Várias vezes durante a semana pessoas chegam ao Zephyrus buscando a palavra hemorróidas na rede. Fiz um teste e descobri que a palavra é citada no meio do texto sobre o chakra muladhara como uma de suas disfunções (outro projeto que ficou parado, por sinal – falar de cada um dos chakras), prova de que nem só de tags vive o Wordpress e as ferramentas de busca – vai que “a hemorróida também resolve me acusar de falsidade ideológica”… ops, não resisti! ;)

Enfim, resolvi dar o destaque que as hemorróidas merecem dentro do contexto do blog para não frustrar futuros buscadores.

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What Tarot Card are You?

What Tarot Card are You?

Tenho visitado alguns blogs sobre Tarot e descoberto coisas interessantes. Uma delas é uma brincadeira, um quiz. Que carta do Tarot você é? Siga o link e responda o questionário. Ele está em inglês, mas acredito que não seja difícil entender para quem conhece minimamente o idioma.

You are The Magician

Skill, wisdom, adaptation. Craft, cunning, depending on dignity.

Eleoquent and charismatic both verbally and in writing, you are clever, witty, inventive and persuasive.

The Magician is the male power of creation, creation by willpower and desire. In that ancient sense, it is the ability to make things so just by speaking them aloud. Reflecting this is the fact that the Magician is represented by Mercury. He represents the gift of tongues, a smooth talker, a salesman. Also clever with the slight of hand and a medicine man – either a real doctor or someone trying to sell you snake oil.

Sorriso Interno

Sorriso Interno

Já comentei aqui que a Meditação dos Corações Gêmeos (a.k.a. Meditação dos Dois Corações) é feita ouvindo uma gravação com a voz do Mestre Choa Kok Sui, de modo que sempre que meditamos ouvimos o mestre, ao final, pedindo que se abra os olhos e se dê “a big-big smile”.

Ainda no clima de Adar e do post de ontem, descobri este texto do Osho quando procurei na rede uma referência da Meditação do Riso Interno do Mestre Mantak Chia. Guardei para postar hoje.

Para fazer, simplesmente relaxe sua mandíbula inferior e abra a boca apenas um pouquinho. Comece a respirar pela boca mas não profundamente. Apenas deixe o corpo respirar, então será não profunda e será cada vez menos profunda. E quando sentir que a respiração tiver se tornado bem curta e a boca estiver aberta e a sua mandíbula relaxada, todo o seu corpo estará bem relaxado.

Neste momento, comece a sentir um sorriso – não no rosto mas em todo o seu ser interior… e será capaz de senti-lo. Não é um sorriso que vem dos lábios – é um sorriso existencial que se espalha apenas por dentro.

Experimente e saberá o que é isso… porque não pode ser explicado. Não há necessidade de sorrir com os lábios no rosto mas é como se estivesse sorrindo a partir da barriga; a barriga está sorrindo. E é um sorriso, não uma risada, então é muito, muito suave, delicado, frágil – como um botão de rosa se abrindo na barriga e a fragrância se espalhando por todo o corpo.

Uma vez que você saiba o que é esse sorriso, pode ficar feliz 24 horas por dia. E sempre que sentir que está sentindo falta daquela felicidade, apenas feche seus olhos e pegue aquele sorriso novamente e ele estará aí. E durante o dia, você pode obtê-lo tantas vezes quantas quiser. Ele está sempre aí.

- Osho, do livro Orange.

Curso de Aura Soma – Nível Básico

Curso de Aura Soma – Nível Básico

O post o Teste de Aura Soma continua fazendo grande sucesso por aqui, mas se você deseja realmente aprender como estes vidrinhos funcionam e o bem que podem proporcionar na sua vida e na vida de outras pessoas, a Daniele Alvim tem curso programado para o início de março, em São Paulo. Aproveite!

Local: Moema, São Paulo
Data: 08, 09, 15 e 16 de Março de 2008
Horário: 9 às 19hrs.
Valor: 4 parcelas de R$ 149,00
Mais Informações: contato@danielealvim.com.br ou (11) 5055-9373