Lágrimas

Esbarrei com este texto há pouco e achei legal copiar para cá. Atualmente eu não tenho mais tanta dificuldade em expressar emoção diante de outras pessoas, mas isso já foi algo muito complicado. Tinha comigo, ainda assim, a liberdade de chorar o quanto quisesse, por exemplo, lendo ou assistindo uma história bacana – principalmente se estivesse sozinho.

Há pouco tempo encontrei um cara que me parece super-sensível – até porque é músico clássico – e fiquei impressionado quando ele me disse que não se lembra a última vez que verteu uma única lágrima sequer.

Enfim, cada um com o seu cada um. Quem sabe um dia este texto também não cai nas mãos dele?

Nunca tenha medo das lágrimas. A assim chamada civilização fez você temer muito as lágrimas. Isso criou uma espécie de culpa em você. Quando as lágrimas chegam você começa a se sentir embaraçado. Você começa a sentir, “O que os outros irão pensar? Sou um homem e estou chorando! Isso parece tão feminino e infantil. Isso não devia ser assim”. Você bloqueia essas lágrimas… e você mata algo que estava crescendo em você.

As lágrimas são muito mais belas do que qualquer coisa que você tenha, porque as lágrimas procedem do transbordamento do seu ser. Lágrimas não são necessariamente de tristeza; às vezes elas resultam de grande alegria e às vezes resultam de uma grande paz e às vezes do êxtase e do amor. De fato, elas não têm nada a ver com tristeza ou com felicidade. Qualquer coisa que agita demasiadamente seu coração, qualquer coisa que se apossa de você, qualquer coisa que é demais, que você não tem como conter e isso começa a transbordar; isso traz lágrimas.

Aceite-as com grande alegria, desfrute-as, alimente-as, dê a elas boas vindas, e através das lágrimas você saberá como orar. Através das lágrimas você saberá como ver. Olhos cheios de lágrimas são capazes de enxergar a beleza da vida e as bênçãos dela.

~ Osho, extraído do Sutra do Diamente

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