O Estado de Não-Perdão
Posted by Marcelo BuenoDec 19

O tema “perdão” tem aparecido para mim freqüentemente nos últimos tempos. Pessoas do meu relacionanento pessoal e desconhecidos aparecem do nada falando sobre a importância de se perdoar ou da sua incapacidade de fazê-lo. É tudo muito estranho.
Eu, particularmente, não consigo guardar (conscientemente) raiva das pessoas, tento trabalhar mágoas e frustrações e sempre considerei o perdão um mecanismo de liberação de elos nocivos. Ainda assim, talvez o assunto não surja para que eu fale de perdão para os outros, mas para que eu reflita sobre a amplitude do perdão na minha vida. E, mais do que perdoar o outro, talvez tenha que trabalhar o perdão num esquema me, myself and I – sabe-se lá exatamente por qual motivo.
Fuçando alguns arquivos pdf do computador, redescobri um livro da Louise Hay e caí exatamente no texto que publico a seguir. Serviu para mim.. espero que sirva para você também. Enjoy!
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O conhecido livro Course in Miracles (“Um curso em milagres”) diz: “Toda doença tem origem num estado de não-perdão” e “Sempre que ficamos doentes, precisamos olhar à nossa volta para vermos a quem precisamos perdoar”.
Eu acrescentaria a isso que a pessoa a quem você achará mais difícil perdoar é a DA QUAL VOCÊ MAIS PRECISA SE LIBERTAR. Perdoar significa soltar, desistir. Não tem nada a ver com desculpar um determinado comportamento. É só deixar toda a coisa ir embora. Não precisamos saber como perdoar. Tudo o que necessitamos fazer é estarmos dispostos a perdoar. O Universo cuidará dos “como”.
Compreendemos bem demais nossa própria dor. Como é difícil para a maioria de nós compreendemos que eles, sejam lá quem forem, que mais precisam de nosso perdão, também estão sofrendo dor. Precisamos entender que eles estavam fazendo o melhor que podiam com a compreensão, a consciência e o conhecimento que tinham na época.
Quando alguém vem a mim com um problema, não importa qual seja – má saúde, falta de dinheiro, relacionamentos insatisfatórios, criatividade sufocada -, trabalho unicamente numa só coisa, ou seja, em amar o eu.
Aprendi que, quando realmente amamos, aceitamos e aprovamos a nós mesmos exatamente como somos, tudo na vida funciona.
É como se pequenos milagres estivessem em todos os cantos. Nossa saúde melhora, atraímos mais dinheiro, nossos relacionamentos tornam-se mais satisfatórios e começamos a nos expressar de forma plena e criativa. Tudo parece acontecer sem nem mesmo tentarmos.
Amar e aprovar a si mesmo, criar um espaço de segurança, confiança, merecimento e aceitação resultará na criação da organização da sua mente, criar relacionamentos mais amorosos em sua vida, atrair um novo emprego e um novo e melhor lugar para viver, e até permitir que seu peso corporal se equilibre. Pessoas que amam a si mesmas e aos seus corpos não se prejudicam nem prejudicam os outros.
A auto-aprovação e a auto-aceitação no aqui e agora são as principais chaves para mudanças positivas em todas as áreas de nossas vidas.
O amar a si mesmo, amar o eu, começa com jamais nos criticarmos por nada. A crítica nos tranca dentro do padrão que estamos tentando modificar. A compreensão e os sermos gentis conosco mesmos nos ajudam a sair dele. Lembre-se, você esteve se criticando por anos e não deu certo. Tente se aprovar e veja o que acontece.
~ Extraído do livro Você Pode Curar a Sua Vida, de Louise Hay
















