Tara Verde
Segundo Taranatha, tudo se passou numa Era (ou eon) era muito antiga. Um “eon” tem a duração do Universo. Ou seja, o tempo entre o aparecimento e o desaparecimento de todo o Universo – isto é um “eon”.
Havia, pois, numa Era muito antiga, uma princesa chamada “Lua de Sabedoria”, que era discípula de um Buddha, que era seu Guru. Ela tinha tanta devoção por seu Guru que um dia cobriu o equivalente a 19.000m3 de preciosos oferecimentos para ele.
Esta princesa atingiu as mais altas realizações espirituais, graças, provavelmente, à devoção que tinha ao seu Guru. Por isso diz-se que o Guru é a fonte de todas as realizações.
Assim alguém lhe disse que, como um dos muitos resultados de sua prática, ela ia renascer como homem. O nascer homem era considerado mais benéfico do que nascer mulher, pois assim poderia viver como iogue na floresta, ou numa gruta deserta, sem ser molestada.
Mas a princesa não quis. Ela disse que havia muitos iluminados sob a forma masculina, e que ela queria tornar-se uma iluminada sob a forma feminina.
Após uma longa meditação em retiro ela atingiu o altíssimo estado de Anutpada ou “não origem”. Aquele é o mais elevado nível de meditação existente, quando podia ver o real estado da mente e os fenômenos como “incriados”, sem início, sem limites.
A partir de então passou a ser conhecida como Tara (Tare), ou Drolma que quer dizer “salvadora”, ou “aquela que libera”. Tara é uma palavra sânscrita.
Segundo a lenda, muito tempo depois, Ela prometeu ao Buddha Amoghasidhi defender a todos os seres na mais profunda vastidão das dez direções, passando a ter vários nomes, como “imediata”e “heróica”, até se tornar por sua atividade a corporificação de todos os Buddhas.
A partir de então se inicia o culto e prática de Tara como a ação concentrada de todos os Budas, o seja, o culto da mãe Tara.
Foi o próprio Buddha Sakyamuni que na nossa Era revelou o Tantra de Tara, como a mãe de todos os Buddhas.
Tara é uma deidade meditacional, corporificação da atividade de todos os Buddhas.
Tara é conhecida como Arya Tare, a “Nobre Tara”, a Grande Rápida Protetora, a Eliminadora dos Oito Medos.
Na sadhana atribuída à Tara, estes Oito Medos são descritos de forma metafórica. São eles:
- Apego (enchente)
- Ira (fogo)
- Ignorância (elefante)
- Inveja (serpente)
- Orgulho (leão)
- Avareza (correntes da prisão)
- Visões erradas (ladrões)
- Dúvida (fantasmas)
OM TARE TUTTARE TURE SOHA
- Fonte: Grupo de Estudos Karma Kagyü – SP
- Outras informações: Centro de Estudos do Budismo (26/11)









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