Amor-Compassivo
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Um conceito fundamental do budismo a ser aplicado em qualquer prática espiritual – e, em especial, em qualquer trabalho de cura – é o desenvolvimento do Amor-Compassivo.
Não que outras tradições não empreguem o termo, mas o enfoque nem sempre é o mesmo: não se trata apenas de dar amor sem esperar nada em troca (o que tem mais a ver com amor incondicional do que com amor compassivo, mas as explicações se confundem, dependendo da fonte).
Em uma abordagem muito simples, despertar o amor é desejar que todos os seres, no presente e no futuro, alcancem a felicidade; despertar da compaixão é desejar que todos os seres, no presente e no futuro, possam estar livres do sofrimento.
E quando se fala de TODOS a visão de eqüidade é fundamental: o seu melhor amigo de infância não merece mais amor e compaixão do que um mero desconhecido, do que um completo estranho ou de um ser humano hediondo.
Lembro vagamente de uma prática, inclusive, onde se visualiza que os méritos adquiridos pela meditação e oferendas são distribuídos para todos os seres sencientes e você coloca perto de si (ou seja, para receber primeiro) as pessoas por quem se nutre sentimentos ruins e mais distante as pessoas com quem se tem uma relação de afinidade. Este é um exercício muitas vezes difícil, mas muito importante de ser realizado com freqüência.
Prece dos Quatro Imensuráveis
Que todos os seres tenham felicidade e as causas da felicidade;
Que eles se libertem do sofrimento e das causas do sofrimento;
Que eles não se separem da felicidade suprema, isenta de sofrimento;
Que permaneçam em equanimidade incomensurável, livres de apego ou aversão pelos que são próximos ou distantes.– Dudjom Jigdraw Yeshe Dorje
retirado da sadana “O Excelente Vaso de Safira”
OM DELEG SU GYUR CHIG
Possa ser tudo auspicioso!









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