Yom Kipur: Simba, Remember Who You Are…
Todos os votos, as proibições, os juramentos, as anátemas, as interdições, os empenhos e os compromissos que a nós mesmos impusermos, seja por voto solene, juramento, anátema ou auto-proibição, a partir deste Yom Kipur até o próximo Yom Kipur, que vem a nós em paz – todos eles são declarados sem valor e considerados completamente nulos, não ocorridos e inexistentes. Nossos votos não são votos, nossos compromissos não são compromissos e nossos juramentos não são juramentos.
Kol Nidrei (“Todos os Votos”) — oração que dá início à celebração de Yom Kipur
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10 dias depois de Rosh ha’Shaná os judeus celebram Yom Kipur – este ano, na noite do dia 21. As pessoas, de um modo geral , entendem que se trata do “Dia do Perdão” num esquema meio “ops, foi mal” seguido de “ok, está perdoado”, mas kipur significa “expiração” e possui a mesma raíz que kapar, que significa “esfregar com força” (com o intuito de apagar), logo, a data exige comprometimento e sacrifícios.
Quando nos deixamos levar pelo instinto (um pacote que inclui medo, raiva, dúvida, preocupação, tristeza, etc), acentuamos uma visão fragmentada da realidade, nos distanciamos de D’us. A palavra mais usada nestes dias é teshuvá, que muitos traduzem como “arrependimento”, mas ela é mais do que isso. Teshuvá é “retorno”, o retorno da alma ao seu estado natural.
Lembrei de uma cena de Rei Leão ao pensar nisso. Achei que fui brilhante, mas só até procurar o diálogo exato dos personagens na Internet e descobrir que um mundo de gente já andou escrevendo coisas semelhantes – mas nunca falando de Yom Kipur, o que me confere meio-ponto… ;)
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Simba, you have forgotten me. You have forgotten who you are and so have forgotten me. Look inside yourself Simba. You are more than what you have become. You must take your place in the circle of life. Remember who you are… You are my son and the one true king. Remember…
- Mufasa
Somos todos como Simba, fugindo – cada um do seu próprio modo – do que deve ser realmente feito, quer seja por medo ou por ignorância – ou por achar que não estamos à altura da tarefa. Esquecemos de D’us, logo, esquecemos de quem somos. Achamos que Hakuna Matata serve de remédio para todos os males, mas Hakuna Matata é um placebo – alma continua doente, a verdadeira felicidade continua distante.
Teshuvá é olhar para dentro e ter coragem para continuar olhando quando se deparar com algo que não se admite existir – os monstros que se escondem no armário, a sujeira que varremos para baixo do tapete. Teshuvá é aceitar a vida como ela é e ser grato por todas as bênçãos, ainda que alguns acontecimentos tenham trazido mais desconforto do que satisfação. Teshuvá é descobrir que somos maiores do que nos tornamos; é abrir mão de coisas que o ego valoriza – o que pode ser muito dolorido.
Acho que é isso que o Universo espera de nós – de cada um de nós, individualmente. Existe um ensinamento que eu gosto muito e que diz que cada ser humano é uma letra que precisa se unir a outras letras para formar palavras e frases até que a mensagem se revele. E que mensagem é esta? O propósito da nossa existência.
Isto dá uma outra perspectiva ao desejo de que “sejamos inscritos e selados no Livro da Vida”. Não se trata de uma listagem de quem está dentro e de quem está fora, mas da responsabilidade que cada um assume para si em ocupar o seu devido lugar no círculo da vida.
Remember who you are…. remember….
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Theo Hotz
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http://www.zephyrus.blog.br Marcelo Bueno
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loki
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http://urilam.blog.uol.com.br/ Uri
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andrea do c garcia
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