Zephyrus Tarot

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Confiança

Tive uma história com esta semana que me fez lembrar especificamente desta carta – do que se trata não vem ao caso. É uma releitura do Osho para o Cavaleiro de Copas e, como nada é por acaso, esta figura da corte está aparecendo repetidas vezes em outras situações através dos baralhos tradicionais. Escrevo aqui para que eu mesmo possa ler de vez em quando e me lembrar da mensagem. {imagem: Osho Zen Tarot}

Não desperdice a sua vida com aquilo que lhe vai ser tirado. Confie na vida. Se você confiar, só então, será capaz de abandonar o seu conhecimento, só então, poderá colocar de lado a sua mente. E com a confiança, algo imenso tem início. Esta vida deixa de ser uma vida comum, torna-se plena de Deus, transbordante.

Quando o coração se torna inocente e as paredes desaparecem, você fica ligado ao infinito. E você não terá sido enganado; não existirá nada que lhe possa ser tomado. Aquilo que pode ser tirado de você, não vale a pena guardar; e aquilo que não há como ser tirado de você, por que haveria alguém de ter medo que lhe seja tirado? — não pode ser levado, não há possibilidade. Você não pode perder o seu tesouro verdadeiro.

Osho The Sun Rises in the Evening Chapter 9

Comentário:
Este é o momento de ser aquele “ioiô humano”, capaz de se atirar no vazio sem a proteção do cabo elástico amarrado aos pés! E é esta postura de confiança absoluta, sem reservas nem redes de segurança escondidas, que o Cavaleiro da Água exige de nós.

Uma grande euforia nos invade quando conseguimos dar o salto para o desconhecido, ainda que essa simples idéia nos apavore. E quando adquirimos confiança ao nível do salto quântico, deixamos de fazer quaisquer planos elaborados, ou preparativos. Não dizemos: “Muito bem, confio que sei o que fazer agora: vou pôr em dia meus negócios, preparar minhas malas e levá-las comigo”. Não; nós simplesmente saltamos, sem pensar muito no que virá depois. O importante é o salto, e o arrepio que ele nos provoca à medida que caímos em queda livre pelo vazio do céu.

A carta nos dá, entretanto, uma “deixa” a respeito do que nos espera no outro extremo — um delicado, convidativo, um delicioso rosado… pétalas de rosa, um suculento… “Venha!”

~ Osho, extraído do livro O Tarô Zen

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