Archive for August, 2007

Decifrando o Tabuleiro

Decifrando o Tabuleiro

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Este post tem ligação com o anterior: vai acontecer no próximo dia 22, véspera do início da Primavera, um workshop para ensinar como se joga o Tabuleiro.

Como estes jogos, na minha convenção pessoal, cobrem um período de 3 meses, o exercício que estaremos realizando (cada um com o seu próprio Tabuleiro) vai cobrir toda a estação, que tem por característica começos e o rompimento com o que nos aprisiona. Bem no clima de Zephyrus, é momento de varrer o velho e abraçar o novo.

O Tabuleiro tem como base a divisão septenária dos Arcanos Maiores do Tarot. Traduzindo em lingua de gente, temos 3 linhas de 7 cartas cada - mais a lâmina do Louco que paira sobre todas elas.

Todos nós trazemos os 22 Arcanos Maiores dentro de nós – é fato. São padrões universais que refletem a nossa forma de pensar, sentir e agir. São máscaras que “sacamos do bolso”, de forma consciente ou não, em todos os nossos relacionamentos – não só a forma com nos relacionamos com o outro, mas como nos relacionamos com a vida.

Imagine se tratar de uma vila com 22 casas. Cada casa tem as características (estrutura, decoração, etc.) de seu próprio dono. Em seu estado “perfeito”, se é que isso seria possível, cada Arcano estaria morando em sua própria casa e o sistema como um todo apresentaria uma fluidez ímpar.

Mas as coisas não funcionam bem assim: em nossas vilas, podemos encontrar o Diabo morando na casa da Papisa, a Imperatriz na casa da Temperança, o Pendurado na casa da Estrela, … e estas múltiplas combinações estão diretamente associadas com o que está acontecendo, neste momento, ao nosso redor. Ter consciência, então, da configuração de nossas energias, nos dá outro entendimento de como as coisas realmente são e o que podemos fazer a respeito.

O Tabuleiro é um jogo muito rico. O mosaico que  se forma diante de nós pode oferecer horas de uma boa conversa. Fora o que identificamos num primeiro momento, na medida em que o consulente agrega novos elementos, descobrimos que todas as informações estão ali com os seus eventuais desdobramentos.

Espero você para celebrar o início da Primavera de uma forma especial.

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Previsões para a Primavera

Previsões para a Primavera

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Ainda estou editando o anúncio que será publicado no jornal Ganesha de setembro, mas já adianto aqui o tema, data e local do próximo workshop.

A Primavera este ano começa no dia 23, domingo. Vamos aproveitar a véspera para aprender como se utiliza o método Tabuleiro com previsões para a nova estação.

O workshop reúne pessoas com algum conhecimento dos Arcanos Maiores. Quem souber trabalhar com os Menores poderá utilizar 2 cartas por casa. É um trabalho vivencial. O método será explicado com base no jogo dos participantes.

Trabalhar em sintonia com as energias de cada momento é sempre uma experiência importante de ajuste do micro (a nossa realidade pessoal) com o macro (o movimento natural do universo).

A Primavera é uma época de renascimento e recomeço, de rompimento com antigos padrões e estruturas. É provável que muitos já tenham começado a vivenciar isso ainda no mês de agosto. Deixamos para trás o Inverno de nossas vidas (tudo o que parecia morto e estagnado) para sentir uma nova energia fluindo pelo nosso corpo e diferentes áreas de nossas vidas.

Vou escrever um outro post explicando especificamente sobre como o Tabuleiro funciona para dar uma visão geral deste método que sempre foi o carro-chefe das minhas consultas.

Um pato com mente humana

Um pato com mente humana

Dois patos, depois de um confronto, que nunca demora muito, separam-se e afastam-se em direções opostas. Em seguida, cada um deles bate as asas vigorosamente algumas vezes, liberando assim o excesso de energia acumulada durante a luta. Depois disso, eles nadam em paz, como se nada tivesse acontecido.

Se o pato tivesse a mente de um ser humano, ele conservaria a luta viva no pensamento por meio de uma história. Provavelmente, ela seria assim: “Não acredito no que ele acabou de fazer. Ele chegou a poucos centímetros de mim. Pensa que é dono do lago. Não tem consideração pelo meu espaço privado. Nunca mais vou confiar nele. Da próxima vez, ele vai fazer a mesma coisa apenas para me aborrecer. Tenho certeza de que já está tramando alguma coisa. Mas não suportar isso de novo. Vou ensinar a ele uma lição de que não vai se esquecer”.

Desta forma, a mente cria suas histórias, uma atrás da outra, e continua pensando e falando sobre elas durante dias, meses ou anos. No que diz respeito ao corpo, a luta continua. E a energia que ela produz em resposta a todos esses pensamentos são as emoções, que, por sua vez, suscitam mais pensamentos. Isso se torna o pensamento emocional do ego.

Podemos imaginar quanto de vida se tornaria problemática se a mente dele fosse humana. Todavia, é assim que a maioria das pessoas vive na maior parte do tempo. Nenhuma situação, nenhum acontecimento, jamais termina de verdade. A mente e o “eu e a minha história”, criado pela própria mente, se encarregam de dar continuidade ao processo.

Nós somos uma espécie que tomou o caminho errado. Tudo o que é natural, todas as flores e árvores, assim como todos os animais, teriam importantes lições a nos dar se parássemos, olhássemos e escutássemos. A lição do pato é a seguinte: bata as suas asas – isto é, “deixe a história para lá” – e retorne para o único lugar importante: o momento presente.

- Eckhart Tolle, extraído do livro O Despertar de uma Nova Consciência, citando outro livro do mesmo autor, O Poder do Agora.

Moola Mantra

Moola Mantra

Na fila para ser abraçado pela a Amma conheci um casal de deeksha givers do Espírito Santo. A Deeksha é uma bênção ministrada por uma pessoa iniciada pelos mestres indianos Sri Amma e Sri Bhagavan – líderes do Oneness Movement (“Movimento da Unidade”) – e tem por objetivo ajudar a elevar o nível de consciência da pessoa que o recebe trabalhando com os lóbulos parietais e frontal do cérebro.

Procurando na Internet, encontrei uma deeksha giver no Rio de Janeiro e fui ao seu encontro para saber mais a respeito desta técnica. Estive com ela 2 vezes e desde a última vez o Moola Mantra não sai da minha cabeça.

De novo na Internet, descobri várias versões deste mantra. A que ouvi primeiro é a que mais me agrada, cantada por Uma Mohan – disponibilizo link para o arquivo em mp3 no fim do post

Peguei a definição, letra e significado no site do Pedro Collares. Existe um outro texto, mais elaborado, em inglês. Qualquer hora eu traduzo e coloco aqui também.

O Moola Mantra é uma benção Divina . Você não precisa ser devoto de Sri Amma e Sri Bhagavan para receber esta Graça, mas você precisa invocá-la com o coração.

A benção Divina do Moola Mantra é para todos aqueles que estão buscando o fim do sofrimento e que aspiram atingir um estado elevado de consciência ou iluminação. O Moola Mantra contém a natureza de Deus e da criação.

Aum Sat-Chit Ananda Parabrahma,
Purushotama, Paramatma,
Sri Bhagavathi Sametha,
Sri Bhagavathe Namaha

Aum/Om – Som original do Universo
Sat – Existência
Chit - Consciência
Ananda – Benção
Parabrahma –O maior de todos, Deus, O-sem-forma, Aquele que está além do espaço e do tempo
Purushotama – O Deus manifestado (Jesus, Buddha, Kalki)
Paramatma – O Divino em nosso coração
Sri – Palavra que designa tratamento cerimonioso a uma alta consciência
Bhagavathi – O aspecto feminino do Divino
Sametha – Em conexão com
Bhagavethe – O aspecto masculino do Divino
Namaha – Eu me entrego, reverencio tudo isto

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Entrevista no Enigma Podcast – Cura Prânica

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Foi ao ar hoje a minha entrevista para o Abuin, do Enigma Podcast. Para ouvir, basta seguir este link.

Lokah Samastah Sukhino Bhavantu

Lokah Samastah Sukhino Bhavantu

Me toquei de procurar no Internet alguma matéria que cobrisse a visita da Amma ao Brasil e descobri um vídeo legal do programa Mais Você, que não sei como trazer para cá mas pode ser visto pelo link na página da Globo. De qualquer modo, capturei este outro vídeo com Lokah Samastah Sukhino Bhavantu (“Que todos os seres neste mundo e em todos os outros encontrem paz e felicidade”) ao fundo. Enjoy!

Mestre Choa Kok Sui

Mestre Choa Kok Sui

Mestre Choa Kok Sui partiu desta dimensão no último 19 de março, dia de São José. Se não fosse isso, estaria completando 55 anos hoje.

Grupos de Cura Prânica ao redor do mundo estarão fazendo a Meditação dos Dois Corações celebrando o trabalho deste homem conhecido como “Mestre em Energia” e “Cientista da Alma”.

Tive a notícia ontem que outro mestre em energia, o vietnamita Luong Minh Dang faleceu neste domingo. Mestre Dang era o fundador da Spiritual Human Yoga (S.H.Y.). Os dois avisaram para seus alunos que a data de sua passagem estava próxima, embora ninguém tivesse levado os avisos ao pé da letra. De alguma forma parece que os mestres se desprendem da limitação de seus corpos físicos no momento em que seus trabalhos precisam avançar a passos largos. É fato que a humanidade está para entrar em uma nova fase, e quanto maior o número de pessoas preparadas, mais fácil a transição não para um grupo ou para outro, mas para todos os seres, sem excessão.

Neste registro fica a minha homenagem a estes dois homens muito especiais.

Que a Cura Prânica possa abrir sua mente para o mundo da energia sutil. Que a Cura Prânica se espalhe por todo o mundo e ajude a aliviar os sofrimentos da humanidade. Que assim seja!

- Mestre Choa Kok Sui, extraído do livro Milagres da Cura Prânica

Confiança

Confiança

Tive uma história com esta semana que me fez lembrar especificamente desta carta – do que se trata não vem ao caso. É uma releitura do Osho para o Cavaleiro de Copas e, como nada é por acaso, esta figura da corte está aparecendo repetidas vezes em outras situações através dos baralhos tradicionais. Escrevo aqui para que eu mesmo possa ler de vez em quando e me lembrar da mensagem. {imagem: Osho Zen Tarot}

Não desperdice a sua vida com aquilo que lhe vai ser tirado. Confie na vida. Se você confiar, só então, será capaz de abandonar o seu conhecimento, só então, poderá colocar de lado a sua mente. E com a confiança, algo imenso tem início. Esta vida deixa de ser uma vida comum, torna-se plena de Deus, transbordante.

Quando o coração se torna inocente e as paredes desaparecem, você fica ligado ao infinito. E você não terá sido enganado; não existirá nada que lhe possa ser tomado. Aquilo que pode ser tirado de você, não vale a pena guardar; e aquilo que não há como ser tirado de você, por que haveria alguém de ter medo que lhe seja tirado? — não pode ser levado, não há possibilidade. Você não pode perder o seu tesouro verdadeiro.

Osho The Sun Rises in the Evening Chapter 9

Comentário:
Este é o momento de ser aquele “ioiô humano”, capaz de se atirar no vazio sem a proteção do cabo elástico amarrado aos pés! E é esta postura de confiança absoluta, sem reservas nem redes de segurança escondidas, que o Cavaleiro da Água exige de nós.

Uma grande euforia nos invade quando conseguimos dar o salto para o desconhecido, ainda que essa simples idéia nos apavore. E quando adquirimos confiança ao nível do salto quântico, deixamos de fazer quaisquer planos elaborados, ou preparativos. Não dizemos: “Muito bem, confio que sei o que fazer agora: vou pôr em dia meus negócios, preparar minhas malas e levá-las comigo”. Não; nós simplesmente saltamos, sem pensar muito no que virá depois. O importante é o salto, e o arrepio que ele nos provoca à medida que caímos em queda livre pelo vazio do céu.

A carta nos dá, entretanto, uma “deixa” a respeito do que nos espera no outro extremo — um delicado, convidativo, um delicioso rosado… pétalas de rosa, um suculento… “Venha!”

~ Osho, extraído do livro O Tarô Zen

Free Hugs Campaing

Free Hugs Campaing

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Assista e aprenda alguma coisa com isso.

Para quem gostar da música (eu gostei!), o nome é All the Same, do grupo Sick Puppies – o link leva para a letra, no Vagalume.

Meditação é chegar em casa

Meditação é chegar em casa

Buddha Tarot

Há dois planos em você: o plano da mente e o plano da não-mente. Ou, falando de outro modo: o plano em que você está na periferia do seu Ser e o plano em que você está no centro do seu Ser – e você pode saber disso, ou pode não saber.

Talvez nem suspeite que existe um centro, mas ele tem que existir. Neste centro, você já é um Buda, alguém que já chegou em casa.

Na periferia você está no mundo – na mente, nos sonhos, nos desejos, nas ansiedades, em mil e um jogos. Você é ambos.

Pouco a pouco na meditação você será capaz de se mover da periferia para o centro com muita facilidade – exatamente como você entra em sua casa e sai de lá. Você não cria dicotomia. Não diz: “Estou fora de casa, então como é que vou entrar ?” ou “Estou dentro de casa, como posso sair?”

Se tem sol lá fora e está quente, agradável você senta no jardim. Se esquenta muito e você começa a suar,você simplesmente se levanta e entra em casa.

Do mesmo modo, um homem de consciência e compreensão se move da periferia para o centro e do centro para a periferia. Ele nunca se fixa em algum lugar.

Do mercado para o mosteiro, da extroversão para a introversão – ele está se movendo continuamente, porque estas duas coisas são suas asas, não estão em choque uma com a outra.

Podem ser equilibradas em direções opostas – têm de ser. Se ambas as asas estiverem do mesmo lado, o pássaro não poderá voar no céu.Elas têm de estar equilibradas e em direções opostas, mas ainda assim pertencem ao mesmo pássaro, e servem ao mesmo pássaro. Seu exterior e seu interior são suas asas.

Isto precisa ser lembrado muito profundamente, porque há sempre uma possibilidade… e a mente tende a fixar- se.

Há pessoas que se fixam no mundo exterior – não querem sair dele, dizem que não têm tempo para meditação, dizem até que, se o tivessem, não saberiam como meditar e não acreditam que possam meditar. Elas escolheram apenas uma asa. E, é claro que é fácil isso resultar em frustração. Com apenas uma asa fatalmente haverá frustração.

Mas há também as pessoas que se cansam do mundo, e vão para os mosteiros, para o Himalaia ou tornam-se monges no sentido de começarem a viver sozinhas e isoladas em uma vida de introversão. Elas fecham seus olhos, fecham todas as suas portas e janelas. Mais cedo ou mais tarde, estas também se tornarão entediadas. No pólo oposto elas incorreram no mesmo erro – escolheram uma só asa. Este é o caminho para uma vida em desequilíbrio.

Não sou a favor disso ou daquilo. Gostaria que você pudesse viver o dia-a-dia e ainda assim ser meditativo. Gostaria que você se relacionasse com as pessoas, amasse, tivesse milhões de relacionamentos, de todos os tipos – porque eles enriquecem…- e, ainda assim, continuasse a ser capaz de fechar suas portas e, algumas vezes, tirar uma folga de todos os relacionamentos, de modo que você possa se relacionar com o seu próprio ser também.

Relacione-se com os outros, mas relacione-se consigo mesmo também. Ame os outros, mas ame a si mesmo também.

Saia! – o mundo é belo, cheio de aventuras; é um desafio, ele o enriquece. Sempre que o mundo bater à sua porta a chamá-lo, saia! Saia do medo, não há nada a perder, há tudo a ganhar.

Mas não se perca. Não vá, e permaneça lá. Algumas vezes, volte para casa. Algumas vezes, esqueça o mundo – esses são os momentos para a meditação.

Diariamente, se quiser se tornar equilibrado,você deve fluir pelos dois pólos – o interior e o exterior. Ambos devem ter o mesmo peso, para que dentro de você nunca haja desequilíbrio.

É isto que os mestres zen querem dizer quando recomendam: “Caminhe no rio, mas não deixe a água tocar em seus pés”.

Esteja no mundo, mas não deixe o mundo estar em você. Quando voltar para casa, volte para casa – como se todo o mundo estivesse desaparecido.

~ Osho (o texto recebi por email. Não sei de qual livro saiu)

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