Chakras: Manual do Usuário – Parte I

Hoje em dia somos obrigados a falar de chakras primários e chakras secundários, pois a tradicional visão de 7 chakras se encontra um tanto quanto ultrapassada – a Cura Prânica trabalha com 11 principais, por exemplo.
Chakra é uma palavra sânscrita que significa “roda”. Eles são vistos como vórtices de energia que captam e expurgam prana (energia vital), trabalhando para o bom funcionamento dos órgãos ligados a eles nos níveis físico, emocional, mental e espiritual.
Algumas escolas dizem que determinados chakras giram num sentido e que outros giram na direção contrária. Dentro da visão da Cura Prânica, cada chakra faz os dois movimentos, alternando da mesma forma e com a mesma finalidade que a nossa respiração.
Quando um chakra está sem energia, não tem força para manter a vitalidade do corpo e barrar a entrada de energia mal-qualificada. Quando o chakra está com excesso de energia é como jogássemos um abacaxi inteiro dentro do liquidificador – fica o bichão entalado em cima e as hélices girando feito loucas para nada.
Os chakras principais se localizam ao longo da espinha, desde a base até o topo da cabeça.
O texto a seguir é baseado no livro A Psicologia do Tantra, de Paulo Murilo Rosas. Trata-se de uma visão bem esclarecedora a respeito da natureza dos chakras, o que nos ajuda a diagnosticar algumas situações mais à flor da pele. Acrescento depois outras informações.
Visão geral
Existem 7 chakras principais: Muladhara, Svadhisthana, Manipura, Anahata, Vishuda, Ajña e Sahashara.
Os 3 chakras básicos, Muladhara, Svadhisthana e Manipura, quando predominam (ainda que saudáveis) na vida de uma pessoa, fazem com que esta tenha uma natureza mais reservada, sensível e voltada para a busca de segurança emocional.
Os 3 chakras superiores, Vishuda, Ajna e Sahashara, quando predominam (ainda que saudáveis) na vida de uma pessoa, fazem com que esta tenha uma natureza mais empreendedora, sociável e voltada para os grandes desafios.
Chakra Muladhara
Este centro relaciona-se com a consciência da realidade da matéria, com uma vontade poderosa e fria de ser e existir e uma profunda natureza espiritual oculta na materialidade do mundo.
Forte instinto de sobrevivência, solidez e inércia. Sentimento de posse, medo da morte, mente inquieta e indomável.
A pessoa que o tem bem energizado possui um sentido prático da vida, senso de administração, pé no chão, idéias bem definidas e fecundas, seus projetos são realizáveis. Tem bom discernimento espiritual, facilidade de falar, habilidade e organização.
O indivíduo que o tem mal energizado possui cobiça, avidez, credulidade e complacência na brutalidade. Tem dificuldade de se apresentar de modo criativo, espontâneo e flexível.
Normalmente tem problemas em deixar seus sentimentos, sensações e ações fluírem de modo não compulsivo, desobstruído. A pessoa tende a ter uma atitude crônica de retenção forçada de todas as suas expressões, sentimentos e criações e pode se mostrar tensa com relação ao controle da sua posição na vida, numa tentativa de criar um ambiente seguro e confortável dentro do qual passa a funcionar.
Apresenta também dificuldade no dar e receber em nível psico-emocional e no funcionamento sexual e se impede de ter muitos sentimentos e interações espontâneas em virtude de sentir-se ameaçada em sua segurança material, lançando mão de uma racionalidade e controle intelectual excessivos.
A pessoa não consegue entrar em contato com a realidade que a cerca, perdendo o sentido de orientação na vida e a integridade da sua personalidade fica ameaçada.
Os bloqueios nessa região relacionam-se com a capacidade de soltar e transcender as amarras de preocupações puramente materiais.
A pessoa pode apresentar um forte apego e rigidez na forma como lida com as suas necessidades materiais de sobrevivência, negando seus sentimentos e emoções, desqualificando-os, negando a existência de Deus e níveis de realidade não tangíveis (hiperenergização) ou serem pessoas que tendem a negar as necessidades materiais, não assumindo conseqüentemente as responsabilidades referentes a elas e dando ênfase aos aspectos sentimentais ou místicos (hipoenergização).
No amor tem um sentido de possessão material do ser amado, com um prazer profundo no gozo do “ser meu/minha”.
As musculaturas que podem ser envolvidas por um bloqueio nessa região são: glúteos maximus, diafragma pélvico, músculos internos da barriga e da região lombar (abdominais, psoas, lombares, lombosacrais e glúteos médios).
Podem apresentar hemorróidas, dores lombares, tensão nas pernas e pés, problemas nos aparelhos urogenitais e dificuldades sexuais.
Este chakra está relacionado com o nível físico.
Mapa da mina
- Localização: Região do períneo, entre o ânus e os órgãos genitais.
- Cor: Vermelho.
- Elemento: Terra.
- Glândulas: Supra-renais.
- Função: Sobrevivência.
- Disfunções: Fraqueza, doenças ósseas ou hemorróidas; dificuldade para lidar com a raiva e frustração.
Fonte: Revista Cláudia online
O Mestre Choa Kok Sui ensina que parte da energia do chakra base – que ele vê com as cores vermelha, laranja e, em menor proporção amarela – vai também para o cérebro, de modo que este é afetado pelos desequilíbrios do primeiro chakra. Também que o Muladhara, assim como os chakras secundários das solas dos pés, são os principais pontos de captação do prana do solo.
Esta ligação com o prana do solo tem muito a ver com o nosso enraizamento – a nossa capacidade, inclusive, e dar forma à Luz que é emanada dos Mundos Superiores e tem como único propósito se manifestar no Mundo Físico.
Quando deficiente, o Muladhara afeta a nossa percepção da realidade e, por vezes o contato do indivíduo com ele mesmo. Na busca de algo que preencha um vazio cuja natureza não consegue identificar, corre o risco de um corportamento compulsivo por compras desnecessárias, comida desnecessária e atividades supérfluas. A falta de amor e interesse pela vida pode, ainda, se manifestar excessos de raiva e/ou tristeza, depressão profunda e tendências suicidas.
Terapeutas prânicos trabalham com o chakra do períneo em situações específicas e o chakra do cóccix no geral com os fundamentos do Muladhara . No S.H.Y. (Spiritual Human Yoga), que é uma outra escola de energia, também evita-se trabalhar diretamente no chakra base. Eles falam dos riscos da “Síndrome da Kundalini”, que seria uma manifestação ascendente e descontrolada desta energia primordial.
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